Cratera com mais de cem metros de profundidade surgiu repentinamente numa aldeia de Marvão

Presidente da Câmara de Marvão alerta para “instabilidade geológica”.

Cortesia semanário Alto Alentejo
Cortesia semanário Alto Alentejo
Cortesia semanário Alto Alentejo
Cortesia semanário Alto Alentejo
Cortesia semanário Alto Alentejo
Fotogaleria

O agricultor Mário Galego, arrendatário de uma exploração agrícola na aldeia de Porto da Espada, foi surpreendido na sexta-feira com o aparecimento repentino de uma cratera com mais de uma centena de metros de profundidade, por 20 metros de largura e 40 de comprimento.

O agricultor conta que poucos dias antes estivera no local com máquinas agrícolas e não observou qualquer aluimento de terras.

O estranho fenómeno rapidamente despertou a curiosidade das pessoas que passaram a deslocar-se ao local, atitude que motivou a rápida intervenção das autoridades, que definiram um perímetro de segurança para evitar que as pessoas se abeirem do buraco.

Tomás Nunes Morgado, presidente da Junta de Freguesia de São Salvador de Aramenha, onde se integra a aldeia de Porto da Espada, explicou ao PÚBLICO que as autoridades viram um casal com uma criança mesmo junto à cratera, lembrando que o terreno envolvente não dá “garantias de segurança.”

O autarca conta que “em tempos recuados”, no local conhecido por Cova da Moura, de onde foi extraída a pedra calcária para a construção da barragem da Apartadura, foram registadas situações idênticas sem precisar a sua dimensão.

O presidente da Câmara de Marvão, Vítor Frutuoso, também alertou para a “instabilidade geológica”, admitindo que esta possa estar associada à existência de grutas no subsolo, pelos afloramentos calcários que são patentes, pormenor que terá contribuído para o inesperado aparecimento da cratera.

O município “já lançou avisos à população” para que tome medidas de precaução ou evite deslocar-se à zona que entretanto foi vedada. Ao mesmo tempo oficiou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA) para que o fenómeno possa ser interpretado do ponto de vista científico, um propósito que já foi reforçado com um pedido semelhante endereçado à Universidade de Évora.