EDP pagou 3,1 milhões de euros em remunerações e prémios a António Mexia

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Política de remunerações é da responsabilidade dos accionistas Paulo Ricca (arquivo)

No relatório e contas anual da EDP enviado à Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM), a eléctrica dá conta de que a remuneração fixa de António Mexia foi de 714.572 euros em 2012: 99.571 euros até 20 de Fevereiro, ocasião em que mudou o conselho de administração, e cerca de 615 mil euros a partir dessa data.

O presidente executivo da empresa recebeu ainda 480 mil euros no ano passado em remuneração variável anual, relativa a prémios em função do desempenho da empresa.

A estes valores somam-se mais 1,9 milhões de euros que Mexia recebeu em 2012, não em remunerações relativas ao ano passado, mas resultantes da atribuição de um prémio plurianual inerente ao mandato de 2009/2011. Tudo somado, o valor atinge os 3,1 milhões de euros.

Fonte oficial da EDP disse à agência Lusa que "a política de remunerações da EDP é definida pelos seus accionistas com base numa análise comparativa nacional e internacional e numa perspectiva de sustentabilidade económica e financeira da empresa".

"Esta política de remunerações leva em conta um conjunto de critérios de desempenho internos e externos, tendo como base as melhores práticas internacionais. De realçar que o prémio plurianual diz respeito aos anos de 2009, 2010 e 2011 e isso tem em conta toda a actividade internacional de todas as empresas do grupo EDP" (EDP-Energias do Brasil, EDP Renováveis), explicou a mesma fonte.

De acordo com o relatório da eléctrica, o montante global bruto das remunerações pagas aos membros dos órgãos de administração e fiscalização da EDP, no exercício de 2012, rondou os 18 milhões de euros.

Em Março, a EDP apresentou os resultados anuais relativos a 2012, tendo fechado o ano com lucros de 1.012 milhões de euros, menos 10% do que no ano anterior.

 

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