O que disse e o que disseram de Miguel Relvas em dois anos

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Nuno Ferreira Santos

Miguel Relvas tomou posse como ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares a 21 de Junho de 2011. Nos últimos dois anos foram muitas as frases que marcaram o seu mandato. As que disse e as que disseram sobre a sua actuação no governo de Passos Coelho.

O que disse Miguel Relvas:

“As alterações aceites pelo Governo [ao Orçamento do Estado para 2012] são resultado da serenidade de saber ouvir, dialogar e decidir.”, Diário Económico, 29-11-2011

“Os autarcas em Portugal nunca foram capazes de ser ousados. O tempo das rotundas passou.”, O Mirante, 06-01-2012

“Não há milagres. Não é com palavras que atingiremos os nossos objetivos. É com políticas concretas e com a economia a crescer. Estamos a fazer o caminho certo.”, 16-02-2012

 “Nós não estamos a governar para o eleitorado do PSD, estamos a governar para o país.”, 23-03-2012

“Não pensem responsabilizar-nos pela situação do País.”, Diário de Notícias, 24-03-2012

“O desemprego tira-nos o sono e é muito motivador para o trabalho que estamos todos os dias a desenvolver.”, 02-05-2012

“Comprometedor era eu responder às SMS, isso é que era comprometedor. (...) Não fumei nem inalei nesta matéria.”, Audição na Comissão de Assuntos Constitucionais, 15-05-2012

“O Público tem vindo a publicar, sempre com a assinatura da mesma jornalista, peças noticiosas tendentes a construir uma narrativa que os factos não confirmam em pormenores decisivos.”, na documentação enviada à Entidade Reguladora para a Comunicação Social, 21-05-2012

 “Em democracia, não é pressão apresentar uma queixa à Entidade Reguladora da Comunicação. Fui eu que me senti pressionado”, após a audição na Entidade Reguladora para a Comunicação Social, 24-05-2012

“Vou sair mais forte.”, i, 28-05-2012

“Não mantive nenhuma relação estreita com o doutor Jorge Silva Carvalho nem ele foi alguma vez meu consultor.”, AR, 30-05-2012

“Fiz os exames que me foram exigidos. Foi uma experiência interessante, sentar-me nesses exames ao lado de outros alunos pertencentes a uma geração posterior à minha.”, i, 03-07-2012

 “Fui ilibado em toda a linha e este processo [Público] está encerrado.”, Comissão Parlamentar para a Ética, a Cidadania e a Comunicação, 10-07-2012

“Norteei a minha vida pela simplicidade da procura do conhecimento permanente.”, i, 13-07-2012

“O assunto RTP está resolvido.”, 10-09-2012

 “É na eficácia dos governos que reside em grande medida a adesão dos povos à democracia representativa.”, 29-09-2012

“Quem está no Governo está sempre disponível, por princípio, para sair no dia seguinte.”, 27-10-2012

“Fiz toda a minha vida e construí toda a minha vida independentemente dessa mesma circunstância [títulos académicos], portanto, sinto-me de consciência tranquila, por uma razão muito simples, porque agi de acordo com a lei que estava em vigor e de boa-fé.”, 27-10-2012

“[A RTP] não precisa de ser notícia, precisa é de fazer noticias.”, 19-11-2012

“Nem eu nem o senhor ministro da Administração Interna tivemos qualquer intervenção nesse processo [caso das cassetes da RTP].”, 22-11-2012

“A RTP não me tira o sono.”, 09-12-2012

“O doutor António Costa, se acha que são favas contadas nas próximas eleições [autárquicas], que se cuide.”, 09-12-2012

 “Não comento comentadores.”, 11-12-2012

“Portugal não pode estar ao serviço da RTP, a RTP é que deve estar ao serviço do país.”, 29-01-2013

“Os objetivos que foram definidos pelo Governo para 2012, no que se refere ao défice, no que se refere à execução orçamental foram alcançados. Portugal regressou aos mercados meses antes da data que estava previsto.”, 14-02-2013

 “O desemprego e o desemprego jovem tiram-me o sono. Não sou insensível.”, 17-02-2013

“Peçam-nos os resultados no fim do mandato.”, 18-02-2013

“Saio por vontade própria. É uma decisão tomada há varias semanas conjuntamente com o senhor primeiro-ministro. E saio, apenas e só, por entender que já não tenho condições anímicas para continuar.”

O que disseram de Miguel Relvas: 

“O ministro [Miguel] Relvas já fez mais mal à imagem do Governo de Passos Coelho em seis meses do que todos os outros ministros juntos.”, Eduardo Cintra Torres, Correio da Manhã, 29-01-2012

“Prezado Miguel Relvas, a área do direito à informação numa democracia é jardim sensível e desaconselha passeios de ‘bulldozer’.”, Octávio Ribeiro, Correio da Manhã, 04-02-2012

“O ministro Miguel Relvas não sabe lidar com o poder que tem e não sabe quais as balizas constitucionais da sua função.”, Pedro Rosa Mendes, Correio da Manhã, 05-02-2012

“[Miguel Relvas] É um dos grandes alicerces políticos deste Governo (...). Foi Mouzinho da Silveira o último que mexeu no poder local.”, José Luís Arnaut, Diário Económico, 13-02-2012

“Há cidadãos que fazem ‘jogging’, Jorge Silva Carvalho fazia ‘clippings’ como hóbi. E enviava-os para o secretário-geral do PSD.”, António Filipe, Audição de Miguel Relvas na Comissão de Assuntos Constitucionais, 15-05-2012

“Quando Miguel Relvas entrou para o Governo eu disse que era um erro de ‘casting’.”, Marcelo Rebelo de Sousa, TVI, 20-05-2012

“Um ministro tão experimentado não devia estar a sujeitar-se a esta exposição, a este escrutínio e à dúvida que está a gerar. (...) Devia sair de cena.”, José Eduardo Moniz, vice-presidente da Ongoing Media, programa 5 para a Meia Noite da RTP1, 22-05-2012

“Não vou aqui proceder à avaliação do mandato do senhor ministro [Miguel Relvas] noutras matérias. Nesta matéria [serviços de informação], o senhor ministro comportou-se com a correção e a transparência devidas.”, Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro, AR, 30-05-2012

“Relvas é um peso nas costas do primeiro-ministro e devia sair pelo seu próprio pé.”, Marcelo Rebelo de Sousa, TVI, 03-06-2012

“Gaspar, Passos e Relvas são o nosso triângulo das Bermudas.”, Alfredo Barroso, Diário de Notícias, 05-06-2012

“[Miguel Relvas] é uma pessoa muito trabalhadora, muito acelerada, mas não distingue o que pode fazer do que não pode fazer.”, Helena Roseta, PÚBLICO, 23-06-2012

“Estava convencido de que essa expressão [houve uma pressão inaceitável do ministro Miguel Relvas sobre o jornal Público] estava lá [deliberação da ERC]. Lamento que não esteja e o erro é meu.”, Carlos Magno, presidente da ERC, 04-07-2012

“[Processo da licenciatura de Miguel Relvas] é um não assunto.”, Pedro Passos Coelho, 04-07-2012

“O ‘bosão de Relvas’ não é ser ou não ser licenciado. É saber se disse que era, não o sendo.”, Carlos Zorrinho, 05-07-2012

“[Caso do curso de Relvas] não é um não assunto, mas é um epifenómeno e não é um epifenómeno isolado.”, António Capucho, 07-07-2012

“Não há nenhum [processo] que tenha de memória que tenha tido este número de créditos, pode ter sido aproximado. (...) Mas o currículo do doutor Miguel Relvas não é um currículo qualquer.”, Manuel Damásio, administrador da Lusófona, TVI, 09-07-2012

“Miguel Relvas pode até estar e continuar no Governo, mas já não é do Governo.”, António Bagão Félix, PÚBLICO, 13-07-2012

“Miguel Relvas já entrou no anedotário nacional.”, Ana Gomes, TVI24, 13-07-2012

“Para mim, o ministro Miguel Relvas é um homem sério, competente, um homem eficaz.”, Luís Filipe Menezes, 13-07-2012

“Miguel Relvas está a ser alvo da mais brutal campanha que eu me lembre que alguém tenha sido sujeito, um ministro, nomeadamente nos tempos democráticos.”, Carlos Abreu Amorim, TSF, 16-07-2012

“A tese da conspiração no caso Miguel Relvas é absolutamente idêntica à ‘cabala’ socrática: uma construção do poder para justificar o injustificável.”, José Pacheco Pereira, Sábado, 19-07-2012

“O caso Relvas exprime o estado de atraso e arcaísmo de Portugal: é preciso ser doutor, mesmo que seja à pressa.”, José Miguel Júdice, Tabu/Sol, 20-07-2012

“[Miguel Relvas] deslumbrou-se. Na política é preciso haver regras e ele esqueceu-se um bocado das regras (...). Quem não gosta de se pavonear e ser elogiado?”, Natalina Pintão, sogra de Miguel Relvas, Visão, 26-07-2012

“[Pedro Passos Coelho] vai acabar sozinho com Relvas e Carlos Abreu Amorim, e, mesmo assim, não estou certo sobre o primeiro. E é bem feito.”, Pacheco Pereira, Sábado, 13-09-2012

“Seria bastante mais transparente ser ele próprio [Miguel Relvas] o candidato [à Câmara de Lisboa] em vez de ser o seu representante.”, António Costa, 11-12-2012

“Qualquer apoio do ministro Miguel Relvas a uma candidatura é um beijo da morte.”, Marcelo Rebelo de Sousa, 11-12-2012

“Como sempre sucede quando a coisa cheira mal, lá aparece a longa mão de Relvas... Basta!”, Eduardo Cabrita sobre a privatização da TAP, Correio da Manhã, 19-12-2012

“Que [Miguel] Relvas continue no Governo é um mistério para mim insondável.”, António Capucho, Visão, 14-02-2013

“Passos [Coelho], [Miguel] Relvas e [António José] Seguro são iguais, a sua literacia política é idêntica, a sua carreira semelhante que nem a papel químico? Portugal tem uma maldição qualquer em cima.”, Pacheco Pereira, Sábado, 14-02-2013

“As manifestações contra [Miguel] Relvas são uma brincadeira comparadas com os comícios do CDS no PREC.”, Basílio Horta, i, 23-02-2013

“Depois do 25 de Abril, eu julgava que [o ex-primeiro-ministro] José Sócrates era o campeão do combate ao poder local e neste momento é o doutor Relvas [ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares], o doutor Passos Coelho, e este Governo.”, António Capucho, 01-03-2013

“Aquilo não era cantar, era grasnar. Ele [Miguel Relvas] tentava fazer uma piada marialva, ele que vá aprender a cantar bem.”, Vitorino, cantor, 02-03-2013

“Passos Coelho aparecer ao lado do ministro Miguel Relvas é como o papa Francisco aparecer ao lado de um cardeal pedófilo. É simbólico, mas as pessoas veem que assim não vamos lá.”, Henrique Neto, Antena 1, 15-03-2013

“Remodelação sem substituir Miguel Relvas é uma brincadeira.”, Marcelo Rebelo de Sousa, TVI, 31-03-2013