Agricultores açorianos pedem apoio de um milhão de euros devido ao mau tempo

Chuva está a "causar graves prejuízos na alimentação dos animais”, diz a Federação Agrícola dos Açores.

Flores, São Jorge e São Miguel são as ilhas onde a situação é considerada mais preocupante
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Flores, São Jorge e São Miguel são as ilhas onde a situação é considerada mais preocupante Daniel Rocha

A Federação Agrícola dos Açores vai pedir ao governo regional uma duplicação dos 500 mil euros que já tinham sido disponibilizados para ajudas aos agricultores afectados pelo mau tempo.

“Continuamos, com excepção dos últimos dois dias, e mais na ilha de São Miguel, com o mau tempo de forma persistente e continuada a causar graves prejuízos na alimentação dos animais”, referiu o presidente da Federação Agrícola dos Açores (FAA), Jorge Rita, em declarações à agência Lusa.

O secretário regional dos Recursos Naturais, Neto Viveiros, anunciou a 15 de Março, na sequência de uma reunião com a direcção da FAA, um apoio de 500 mil euros ao sector agrícola neste Inverno por causa do mau tempo, através da aquisição de 10 mil toneladas de alimentos fibrosos para animais.

De acordo com o dirigente da FAA, o montante de 500 mil euros que foi apontado em termos de plafond pela Secretaria Regional dos Recursos Naturais revela-se já “insuficiente”, o que motivou o envio de uma nota a Neto Viveiros.

Jorge Rita apontou Flores, São Jorge e São Miguel como as ilhas onde a situação é mais preocupante e revelou que deverá haver “nos próximos dias” uma reunião entre a direcção da FAA e o secretário regional dos Recursos Naturais para acertar os montantes necessários. “O secretário regional dos Recursos Naturais manifestou-se totalmente disponível, tendo conhecimento das situações complicadas que existem em termos de rendimentos disponíveis, mas a expectativa dos 500 a 600 mil euros que haviam sido acordados não será o suficiente para satisfazer as necessidades”, declarou o presidente da FAA.

Jorge Rita destacou que estão a ser apontadas apenas as necessidades de alimentação dos animais, sem contabilizar os danos nos caminhos agrícolas, entre outros, que se repercutem nas explorações agrícolas.