Pistorius autorizado a viajar e a regressar a casa

Um tribunal de Pretória entregou o passaporte ao atleta sul-africano acusado de matar a namorada em Fevereiro passado.

Pistorius não esteve presente na audiência desta quinta-feira
Foto
Pistorius não esteve presente na audiência desta quinta-feira Alexander Joe/AFP

Oscar Pistorius, o atleta sul-africano acusado de matar a namorada, está autorizado a viajar para o estrangeiro, depois de, nesta quinta-feira, um tribunal de Pretória ter revisto as condições da sua liberdade condicional.

“A decisão do tribunal em não restituir o passaporte a Pistorius para este poder viajar foi um erro. O passaporte do acusado será entregue ao seu advogado e ele está autorizado a utilizá-lo fora da África do Sul”, declarou o juiz Bert Barn, que revogou, assim a decisão tomada no mês passado pelo seu colega Desmond Nair, que havia imposto restrições de viagem a Pistorius, que enfrenta um julgamento pelo homicídio voluntário de Reeva Steenkamp.

Esta decisão abre caminho a que Pistorius possa participar nos Mundiais de atletismo de Moscovo que se realizam em Agosto próximo. "Se ele tiver vontade para o fazer e conseguir qualificar-se, os Mundiais estão no seu horizonte. Mas a decisão é dele", diz o seu agente Peet van Zyl. O atleta que o mundo conhece como "Blade Runner" não compete desde Setembro passado - a sua última prova foi a final dos 400m nos Jogos Paralímpicos em Londres - e não treina há dois meses.

Pistorius, que não esteve presente nesta audiência, foi ainda autorizado a regressar à casa onde, a 14 de Fevereiro passado, foi encontrada morta Steenkamp, com quem o atleta namorava. Mas a defesa de Pistorius diz que é pouco provável que ele vá viver nesta esta casa localizada num condomínio privado de alta segurança nos arredores de Pretória.

Pistorius, o primeiro atleta duplo amputado a participar nos Jogos Olímpicos, é acusado de ter assassinado Steenkamp de forma deliberada, sendo que a sua defesa insiste na tese de acidente. Se for considerado culpado, o atleta de 26 anos arrisca-se a ser condenado a prisão perpétua.

Sugerir correcção