Alunos da Universidade de Aveiro levam colegas estrangeiros para casa na Páscoa

Iniciativa Páscoa com Erasmus visa proporcionar uma Páscoa portuguesa a cerca de quatro dezenas de estudantes de diferentes nacionalidades.

Páscoa com Erasmus dá sequência a uma iniciativa semelhante lançada no último Natal
Foto
Páscoa com Erasmus dá sequência a uma iniciativa semelhante lançada no último Natal Adriano Miranda

Dezenas de alunos da Universidade de Aveiro (UA) vão acolher nas suas casas, durante o período pascal, alguns colegas estrangeiros.

São jovens das mais variadas nacionalidades (brasileiros, japoneses, chineses, entre outros), que estão também a estudar na UA ao abrigo de programas de mobilidade e que, por um motivo qualquer, não regressam aos países de origem durante as férias da Páscoa.

A iniciativa Páscoa com Erasmus conta já com 40 estudantes estrangeiros inscritos e “a adesão dos alunos que estão disponíveis para os acolher em família tem sido grande”, disse ao PÚBLICO Bruno Nunes, responsável pelo núcleo da UA da Erasmus Student Network (ESN), a promotora da iniciativa. A ideia passa por “permitir que os alunos estrangeiros fiquem a conhecer o modo como é celebrada esta data num meio verdadeiramente português”, acrescenta Bruno Nunes. Ao mesmo tempo, “as famílias portuguesas terão a oportunidade de passar um Domingo de Páscoa diferente, repleto de interculturalidade e de partilha de tradições”, acrescentou.

A Páscoa com Erasmus vem dar sequência à experiência realizada durante a época de Natal. Agora, “a adesão aumentou de forma significativa”, adianta o responsável pela ESN, notando que, actualmente, “são também muitos mais os alunos de Erasmus a estudar na Universidade de Aveiro”. “São 500 alunos estrangeiros”, precisou.

A organização ainda tem abertas as inscrições para a Páscoa com Erasmus e acredita que arranjará uma família de acolhimento para todos os alunos estrangeiros que já manifestaram interesse em passar esta época numa casa portuguesa. Até porque, sublinha ainda Bruno Nunes, “a língua não é uma barreira”. “Se não houver conhecimento de uma língua estrangeira, as famílias podem acolher alunos de língua nativa portuguesa, oriundos dos países afectos à Comunidade de Países de Língua Portuguesa.