Exposições de Jorge Santos em Guimaráes e no Porto

A natureza e o espaço doméstico vistos pelo artista que esteve em Inglaterra com uma bolsa Gulbenkian

Em The House Translated into the Landscape, o artista visual Jorge Santos propõe uma abordagem da representação da natureza no espaço doméstico. A exposição que ocupa as galerias 2 e 3 do Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura (CAAA), em Guimarães, explora a relação entre a arquitectura e a natureza e também a noção de fronteira do espaço humano para com o mundo natural.

Por isso, a peça que acolhe os visitantes, Groto, é uma representação de um portão em negativo, feita em vinil sobre uma parede. "Há uma representação do que é natural, misturando-se com aquilo que é construído, mas sempre descontextualizado, num interior", explica o artista plástico, que tem a sua carreira baseada em Lisboa.

A outra obra desta exposição em Guimarães é Spring Cage, uma vídeo-instalação, de oito minutos, que pela primeira vez é exposta em Portugal, depois de no ano passado ter sido estreada em Bristol, no Reino Unido. O vídeo explora o conceito de papel de parede digital, que vai sofrendo ligeiras mutações ao longo da projecção. Este trabalho foi criado em 2010, fruto de uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian, que permitiu ao artista viver em Inglaterra. Ali teve contacto privilegiado com o movimento decorativista vitoriano que influencia fortemente as suas criações. A exposição de Jorge Santos foi inaugurada simultaneamente com a de Daniel Blaufuks e estará patente no Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura. também até 26 de Maio. A uma curta viagem de distância, na galeria Presença, no Porto, o mesmo artista tem outra exposição de trabalhos seus, que pode ser visitada até 13 de Abril. Ali, podem ser vistos, Flower Ornament - uma série de desenhos dourados, impressos através do "ferimento" do papel - e Blacklight Dahlias, um trabalho de fotografia, feito a partir de uma residência artística em França. S.S.
 

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