Designer, a outra faceta do arquitecto Toyo Ito

O arquitecto Toyo Ito recebeu duas vezes o prémio de design Compasso d’Oro.

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"Mayuhana I" (S7083), candeeiro de alumínio e resina que Toyo Ito fez em 2007 para a empresa yamagiwa. Nacása & Partners Inc.
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"Mayuhana II" (P2872), candeeiro de alumínio e resina que Toyo Ito fez em 2009 para a empresa yamagiwa Nacása & Partners Inc.
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"Kaeru" (2005), chávenas e pires de porcelana para a empresa Alessi. Alessi spa.
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"Kaeru" (2005), chávenas e pires de porcelana para a empresa Alessi. Alessi spa.
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"Ku" (2006), caneca e pratos de porcelana para a empresa Alessi. Alessi spa.
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"Bo" (2007), chávena e pires de alumínio e resina para a empresa Oribe Design Center. DR
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"Fin" (2008), maçaneta para a empresa Olivari. Olivari
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"Sendai 2005" (2005), escultura em nogueira para a Mediateca de Sendai. Gianni Antoniali
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"Ripples" (2003), banco de jardim para a empresa Horm, que em 2004 venceu o prémio "Compasso d'Oro", atribuído a peças de design industrial. Gianni Antoniali
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"Ripples" (2003), para a empresa Horm. DR
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O stand da Horm valeu a Toyo Ito o prémio Compasso d'Oro em 2008. DR

O arquitecto japonês Toyo Ito, que acabou de ser distinguido com o Prémio Pritzker de Arquitectura, tem uma faceta menos conhecida na sua carreira, o design de produto. As suas peças vão do mobiliário à loiça, passando por maçanetas e candeeiros, uma prática comum a vários arquitectos.

Entre as várias empresas de design que contam com objectos assinados por Toyo Ito incluem-se a Alessi, Oribe, Olivari, Horm e Yamagiwa. E não é apenas a sua obra arquitectónica que é reconhecida. O arquitecto conquistou dois prémios Compasso d’Oro, organizado pela Associazione per il Disegno Industriale (ADI), o primeiro em 2004, com Ripples, o segundo em 2008, com o stand da Horm feito para o Salão Internacional de Mobiliário de Milão de 2005. Ripples é um banco de exterior composto por cinco camadas de madeira – nogueira, mogno, cerejeira, carvalho, madeira de freixo -, reforçado internamente com aço, e foi produzido pela empresa italiana Horm. 

Já a peça Kaeru (2005) foi criada para a empresa de design italiana Alessi. A empresa diz que o objectivo inicial era “ter 22 arquitectos internacionais a aproximarem-se do design industrial pela primeira vez", desenhando um serviço de chá e de café. Foram produzidos numa edição limitada de 99 peças, quase exclusivamente em prata. Depois a Alessi lamentou que o esforço não estivesse disponível para os seus clientes habituais e foi por esta razão que Ito criou uma simples chávena. O designer italiano Alessandro Mendini, também vencedor de um Compasso d’Oro, e consultor de marcas como a Philips ou a Swatch, descreveu Kaeru como sendo o uma metáfora de todo o seu trabalho: “Toyo Ito produziu uma piscina circular delicada de porcelana branca, na qual os pratos, chávenas, estão repousadas, e cria anéis concêntricos visuais na água hipotética, enquanto pequenos sapos verdes saltam e participam nesta extraordinária cerimónia do chá, supernatural e transparente”.

O arquitecto também se dedicou à iluminação e Mayhuana é uma série de candeeiros criada pelo arquitecto para a empresa japonesa Yamagiwa. A publicação online Designboom disse, num artigo publicado em 2010, que Mayhuana resultou de uma colaboração que teve início há mais de uma década. Os cinco primeiros protótipos foram apresentados pela empresa japonesa na feira de mobiliário de Milão, em 2007. Em 2010, Toyo Ito apresenta sete novas peças para a colecção. “A suavidade da luz é reminiscente da tradicional laterna de papel portátil japonesa, bonbori”, explica Andrea Chin, no seu artigo para a Designboom, site dedicado à arquitectura e design.

Para a Mediateca de Sendai, edifício que o arquitecto já identificou como uma das suas obras preferidas, Ito desenhou uma estante-escultura em nogueira intitulada exactamente Sendai 2005.