Número de viajantes igual, mas receitas menores durante a época da Páscoa

De acordo com o presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), assistir-se-á a uma quebra "pouco significativa" de passageiros neste período.

Entre 2006 e 2014, a taxa média de crescimento anual de passageiros no aeroporto de Faro foi de 2,5%
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Entre 2006 e 2014, a taxa média de crescimento anual de passageiros no aeroporto de Faro foi de 2,5% Carlos Lopes/Arquivo

De um modo geral, o número de viajantes manter-se-á igual, embora se preveja que as receitas sejam menores neste período de Páscoa.

O presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Pedro Costa Ferreira, afirmou à Lusa esperar uma quebra “pouco significativa” de passageiros para este período. Acrescenta ainda que “a nota mais importante é que os portugueses vão continuar a viajar na Páscoa este ano, tal como fizeram no ano passado. Contudo, o presidente da APAVT diz que haverá uma contracção “ligeiramente superior” no volume de negócios, porque “as férias estão a ser marcadas ligeiramente mais baratas, quer porque sejam férias de maior proximidade, quer porque sejam férias mais curtas”.

Neste sentido, a presidente da Associação de Hotelaria de Portugal (AHP), Cristina Siza Vieira, revela que os hoteleiros “têm perspectivas relativamente negativas em todos os indicadores”, com 57% a dizerem que a receita total deste ano vai ser pior. Muitos hotéis têm-se visto obrigados a incluir refeições nas suas ofertas, de modo a atrair mais clientes. Esta medida terá efeitos adversos nas receitas da indústria da restauração.

No Algarve, esperam-se férias mais curtas e, consequentemente, receitas mais baixas. “As ocupações para a Páscoa não serão muito diferentes das do ano passado, mas com estadias mais curtas”, afirma Elidérico Viegas, presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA). “Antes, as pessoas vinham por períodos mais longos; agora, vêm por períodos mais curtos”. O presidente da AHETA avança que esta expectativa se deve à quebra da procura por parte de turistas nacionais e espanhóis, às portagens da Via do Infante (A22), à descida dos preços e ao facto de a Páscoa ser “muito cedo” este ano.

Na Madeira, verifica-se o mesmo tipo de previsões. O director regional do Turismo da Madeira estima que a taxa média de ocupação na região na quadra da Páscoa “seja idêntica” à registada no ano passado. Apesar da quebra na procura por parte dos visitantes nacionais, a Madeira tem apostado nos mercados estrangeiros. Nas próximas duas semanas, a Madeira será promovida nos mercados de Leste, nomeadamente em Moscovo, Kiev, Praga e Budapeste, e em Zurique.

Já nos Açores, prevê-se uma taxa de ocupação inferior à do ano passado. Para além da quebra na procura nacional, isto dever-se-á à ameaça de greve das companhias aéreas Sata e TAP.  Humberto Pavão, delegado dos Açores da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), explicou que, graças à greve, “as pessoas que tinham viagem marcada cancelaram e houve muitas pessoas que não marcaram lugares”.

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