Seguro quer política de seguros de créditos que garanta tranquilidade às empresas exportadoras

Líder do PS insiste na receita para a saída da crise: crescimento económico e criação de emprego.

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António José Seguro alertou para quase um milhão de desempregados Enric Vives-Rubio

Em declarações aos jornalistas no final de uma visita à empresa têxtil Euroralex, em Carregal de Sal, António José Seguro defendeu que “o papel do Estado e das políticas públicas não é o de dificultar a acção destes empresários, bem pelo contrário, é de facilitar a sua actividade”.

“E, por isso, é necessário que haja uma política de seguros de créditos que ajude a tranquilizar e a normalizar a actividade das empresas portuguesas que se dedicam à exportação”, frisou.

Na Euroralex, são fabricados diariamente, por 250 funcionários, 450 casacos e 1200 calças, sendo a produção praticamente toda destinada à exportação. António José Seguro reiterou que “a saída para a crise deve passar pelo crescimento económico e pela criação de emprego”, considerando fundamental o apoio às exportações e a dinamização da nossa procura interna.

“Tenho vindo a defender o aumento do salário mínimo como uma das formas de ajudar a dinamizar a nossa procura interna e fico satisfeito que esta empresa, além de estar a trabalhar bem, a exportar e a escoar os seus produtos, tenha aumentado o salário dos seus trabalhadores”, frisou.

Na sua opinião, este é um exemplo de “um empresário com responsabilidade social”, que percebe que “as pessoas precisam de ter um pouco mais de rendimento, primeiro para fazer face às enormes dificuldades, mas também para poderem consumir e poderem dinamizar a economia da região”.

Questionado sobre as declarações feitas quinta-feira pelo empresário Belmiro de Azevedo, em Vila Nova de Gaia, de que sem mão-de-obra barata “não há emprego para ninguém”, o líder socialista limitou-se a dizer que discorda desse ponto de vista.

António José Seguro escusou-se a comentar outros assuntos da actualidade, com o argumento de que a mensagem que queria passar hoje era sobre a necessidade de o Governo apoiar as empresas para conseguirem “preservar emprego e criar novas oportunidades de trabalho”.

“Estamos a caminho de um milhão de portugueses desempregados e precisamos de fazer um pacto no nosso país para ter uma agenda para o crescimento e para o emprego, apoiando as pequenas e médias empresas, ajudando as empresas que estão a exportar, captando investimento estrangeiro, ajudando à dinamização da procura interna por um aumento do salário mínimo e um aumento das pensões mais baixas”, defendeu.

O secretário-geral do PS disse estar “distante deste primeiro-ministro como um oceano”, por não se rever “nem na política, nem na atitude, nem no discurso” de Pedro Passos Coelho.

“Em Portugal há inteligência, capacidade de correr risco, trabalho, dedicação e os portugueses querem fazer esse pacto a favor do crescimento e do emprego. O Estado tem que estar atento, a União Europeia tem que estar atenta e todas as prioridades devem ser para financiar a economia”, acrescentou.

 

 



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