Crónica de jogo

Uma mão cheia de golos para a reconciliação com os adeptos

O Benfica obteve um resultado volumoso em casa, frente ao Gil Vicente, e regressou à liderança do campeonato. Os adeptos esqueceram a exibição apagada com o Bordéus e brindaram a equipa com aplausos.

Melgarejo marcou um dos golos do Benfica frente ao Gil Vicente.
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Melgarejo marcou um dos golos do Benfica frente ao Gil Vicente. Marcos Borga/Reuters

Com uma goleada (5-0) ao Gil Vicente, o Benfica fez o que lhe competia na 22.ª jornada e retomou a dianteira na classificação da I Liga.

A equipa de Barcelos não deu réplica aos “encarnados”, que construíram o resultado com golos de Maxi Pereira, Salvio, Melgarejo, Lima e Gaitán. Foram cinco golos, mas podiam ter sido mais, tal a fragilidade defensiva do Gil Vicente. Mas, por estar confortável e já a pensar na visita de quinta-feira, a Bordéus, para a segunda mão dos oitavos-de-final da Liga Europa, o Benfica poupou-se.

O clima entre a equipa do Benfica e os adeptos tinha arrefecido com a exibição apagada na primeira mão com o Bordéus. Os “encarnados” venceram por 1-0, mas ouviram assobios. Jorge Jesus pediu compreensão para os momentos menos bons que a equipa poderá atravessar. E, numa noite fria, dificilmente o jogo com o Gil Vicente podia ter corrido melhor para selar a reconciliação.

A tensão que havia no ar durou escassos minutos. Foi o tempo necessário para o Benfica levar perigo real à baliza. Quando isso aconteceu, e mesmo sem colocar o pé no acelerador, os golos “encarnados” foram-se sucedendo com naturalidade.

Tal como se adivinhava, Jorge Jesus fez várias mudanças no “onze”. Em relação à equipa apresentada de início frente ao Bordéus houve cinco regressos que eram previsíveis – Maxi Pereira, Matic, Enzo Pérez, Salvio e Lima – e uma surpresa, já que Luisão nem sequer foi suplente (devido a lesão), surgindo Jardel a fazer dupla com Garay no centro da defesa.

O primeiro guarda-redes a ter trabalho na Luz até foi Artur, que desviou um remate rasteiro de Luís Manuel (10’). A partir daí, a acção mudou-se para a baliza de Adriano. E o guardião brasileiro do Gil Vicente ficaria mal na fotografia no lance do primeiro golo “encarnado”. Maxi Pereira, em velocidade pela direita, fez a bola passar por Adriano, que tocou nela mas não a impediu de entrar.

Os visitantes foram incapazes de reagir ao golo, e o Benfica tirou partido disso. Numa jogada individual, Salvio desembaraçou-se dos adversários e atirou para o 2-0. Pouco depois da meia hora de jogo, surgiu o terceiro: a bola circulou até Ola John, que a colocou em Melgarejo. O paraguaio não teve dificuldade em marcar.

A vantagem deixou o Benfica confortável, por vezes até em demasia. Mas o Gil não conseguiu aproveitar esse facilitismo. O melhor que fez foi acertar na trave da baliza de Artur, num remate de Luís Martins (48’).

Apesar do ritmo descontraído, o Benfica ainda aplicou mais dois golpes ao Gil Vicente. Lima emendou um remate de Ola John, e sobre o apito final foi Gaitán e estabelecer o 5-0 final. A noite acabou com aplausos.