Rui Tavares selecciona 15 jovens para representar Portugal no Parlamento Europeu

Concurso de ensaios vai seleccionar 15 jovens para representar Portugal no encontro “Youth in Crisis”, em Bruxelas

Enric Vives-Rubio
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O Parlamento Europeu vai reunir uma centena de jovens, no dia 10 de Abril, em Bruxelas, para discutir a democracia, economia, sociedade e ambiente. No âmbito dessa iniciativa —que se chama "Youth in Crisis" e aposta na procura de propostas para o futuro da Europa —, o deputado europeu Rui Tavares decidiu levar consigo 15 portugueses entre os 18 e os 35 anos. Um concurso foi lançado para seleccioná-los.

Os interessados em integrar este debate comunitário têm até 11 de Março para enviar um mini-ensaio sobre “juventude, crise e Europa”, com um tamanho de até 3200 caracteres, para o e-mail juventudecrise@gmail.com. Os vencedores serão escolhidos pessoalmente pelo deputado europeu e divulgados até 18 de Março.

Rui Tavares assumiu que podia “perfeitamente" escolher 15 jovens que já conhecia "do universo do twitter ou da blogsofera". Mas o deputado europeu achou que, assim, não sairia do "círculo habitual, enquanto pensador político de esquerda". "O que pretendo com o concurso é trazer a Bruxelas jovens que ainda não conheço, de diferentes idades, de diferentes pontos do país, com diferentes opiniões, que mostrem ao parlamento os verdadeiros problemas do país", explicou o historiador ao P3.

 

Para além de Rui Tavares, estarão envolvidos deputados europeus oriundos de outros países — três alemães, uma dinamarquesa, um espanhol, uma francesa e um grego, cada um deles com um grupo de jovens da sua nação. Os jovens convidados terão as viagens e estadia pagas pelo programa de visitantes do Parlamento Europeu.

 

Quanto a expectativas, Rui Tavares prevê que “naturalmente que os ensaios serão muito diferentes entre si". "Uns serão de cariz mais filosófico, outros mais literários, outros mais políticos ou sociais”, diz o deputado europeu. O verdadeiro objectivo é então descobrir talentos até agora escondidos. "As experiências que tenho tido dizem-me que há todo um universo de criatividade que se perde sem apoio ou projecção”, conclui.