Jerónimo de Sousa desafia jovens a aderir ao PCP

“Este é um tempo de tomar partido” foi o mote da intervenção do secretário-geral do PCP durante a comemoração do 92º aniversário do Partido Comunista Português

Para Jerónimo de Sousa as medidas aprovadas na cimeira terão um "alcance residual" na economia portuguesa.
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“Este é o tempo de tomar partido e de assumir com confiança que a vitória sobre a injustiça e as desigualdades está ao nosso alcance, ao alcance de quem luta”, vincou Jerónimo de Sousa durante o encontro com os mais jovens militantes do PCP. O secretário-geral comunista apelou a que mais pessoas se juntem ao partido e que “tomem o seu lugar, ombro com ombro, com os muitos milhares de comunistas que estão neste combate”.

Durante o evento, também integrado nas comemorações dos 100 anos do nascimento de Álvaro Cunhal, Jerónimo de Sousa lembrou que “o mundo mudou” e que, tal como no passado, “estamos numa nova encruzilhada que a todos interpela”.

Perante os novos desafios, o líder comunista apelou aos jovens para que “não hesitem em escolher e ser protagonistas no caminho da luta”, tendo vincado as diferenças entre militar no PCP ou noutros partidos. “Inscrever-se num partido, por exemplo, para um patrão, o que é que incomoda ser do BE - isso papam eles ao pequeno-almoço, não se preocupam nada”, ironizou.  

Entre gritos de incentivo da plateia, “PCP, PCP, PCP”, Jerónimo de Sousa relembrou o propósito de militar no partido comunista: “Servir os interesses dos trabalhadores e do povo e não os próprios”, disse, numa alusão ao salário de metalúrgico que mantém.   

Grândola, vila morena e palavras de ordem como “25 de Abril sempre, fascismo nunca mais” marcaram o fim da intervenção de Jerónimo de Sousa.

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