Quase metade das empresas tenciona contratar em 2013

Estudo revela que empresas inquiridas vão precisar de mais trabalhadores. Já os empregados receiam perder o seu emprego nos próximos meses.

Desemprego continua a subir em Portugal
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Boas notícias para o emprego

A Hays, um grupo líder mundial de recrutamento de profissionais qualificados, lançou nesta quinta-feira o seu Guia do Mercado Laboral, onde indica que as empresas que inquiriu se mostram disponíveis a contratar, mas os trabalhadores andam receosos.

De acordo com este estudo, cerca de 35% dos profissionais receiam perder o emprego já nos próximos meses. Por outro lado, 76% dos inquiridos demonstram disponibilidade para trabalhar no estrangeiro, sendo que a grande maioria prefere destinos europeus e cerca de metade o continente americano.

Já quanto às empresas, os dados indicam que cerca de 46% das firmas que participaram no estudo tencionam contratar mais colaboradores em 2013. Metade destas empresas pretende contratar perfis comerciais e cerca de 30% tencionam investir em informáticos, com 25% interessadas em contratar engenheiros. De momento, os menos cobiçados são os juristas e técnicos de ciências da vida.

O estudo da Hays baseia-se numa amostra de 3500 empregados e 650 empresas.

O estudo confirma também que os empregadores procuram trabalhadores com fluência noutras línguas, com 90% das empresas a referir que valorizam o inglês. O castelhano, a seguir ao português, é a terceira língua mais desejada, com quase metade dos empregadores a revelarem que a língua é importante para os seus negócios.

Na busca do candidato perfeito, as empresas declaram que procuram trabalhadores proactivos, com capacidades de adaptação e trabalho. Acrescentam também que a arrogância e comentários negativos sobre antigos empregadores são dos factores que contribuem mais para o insucesso das entrevistas de emprego.

Contudo, o estudo da Hays confirma que 2012 foi um ano difícil para as empresas, afirmando que 47,4% se viram obrigadas a efectuar despedimentos. Mais de metade admite que assistiu também a congelamentos salariais.

Estas vicissitudes no mercado de trabalho, de acordo com 70% das empresas incluídas no estudo, devem-se principalmente à falta de dinamismo da economia portuguesa. Cerca de 35% dos inquiridos adiantam que a falta de flexibilidade da legislação laboral é um entrave sério.