Um morto e nove pessoas internadas com Gripe A em Coimbra

Hospital de Coimbra confirmou a morte de um doente no sábado. DGS fala em números normais.

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Karoly Arvai/Reuters

Sete das nove pessoas infectadas estão internadas, “há alguns dias”, nas unidades de cuidados intensivos, cinco das quais nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC/CHUC) e duas no Hospital Geral de Coimbra (HGC/CHUC), vulgarmente conhecido por Hospital dos Covões.

Além daqueles cinco doentes, estão “internados nas enfermarias” dos HUC dois outros com gripe A, e cinco pessoas em relação às quais “há suspeita clínica” de também estarem infectadas, mas que “estão a aguardar resultado laboratorial”, revelou nesta segunda-feira, durante uma conferência de imprensa, Arsénio Santos, coordenador do grupo de acompanhamento dos casos de gripe A, criado na quinta-feira no CHUC. Todos os internados estão “em situação estável”, assegurou o médico, adiantando não existir “nenhuma situação” em relação à qual “se preveja evolução negativa a curto prazo”.

Na conferência de imprensa, durante a qual foi confirmada uma morte, no sábado, nos HUC, de um doente infectado pela gripe A (estirpe H1N1, que padecia de outros factores de risco), participaram também peritos da Direcção-Geral da Saúde (DGS), que se deslocaram a Coimbra para procederem, com responsáveis do CHUC, a “uma avaliação da situação”, tendo concluído que, “como seria de esperar”, se está a “viver uma situação dentro da normalidade, sem necessidade de alarmismos”.

O desenvolvimento tecnológico e do conhecimento sobre a gripe A e vírus H1N1, alcançado após a pandemia (em 2009), permite, actualmente, a identificação de casos que não eram detectados, sublinhou Filipe Froes, da DGS, explicando que os números de casos registados neste ano são “normais” ou mesmo “um bocadinho abaixo dos anos anteriores”. Além disse, sustentou, “em 99,9% dos casos esta gripe é benigna”, o que significa que “não há motivo nenhum para alarme social e que as pessoas devem continuar a tratar a gripe como sempre trataram, isto é, com os recursos habituais”, afirmou advertindo que, “em caso de dúvida”, as pessoas podem recorrer à Linha 24.

Sobre os casos de gripe A em Coimbra, aquele responsável considerou que “há uma coincidência temporal na sua conglomeração”, não tendo sido detectada “nenhuma relação da causalidade” entre esses casos. Em Coimbra, estar-se-á, admitiu, perante “uma situação circunstancial”. O CHUC “está totalmente equipado com meios técnicos, científicos e humanos para lidar com esta situação, perfeitamente controlada e totalmente esclarecida, identificada e resolvida”, assegurou Filipe Froes.

“Uma situação como esta pode”, no entanto, “configurar um quadro de alarmismo social”, reconheceu o director clínico do CHUC, José Pedro Figueiredo, sustentando que isso “só pode ser combatido através da informação franca, leal e profunda”, propósito com o qual foi promovida a conferência de imprensa desta segunda-feira.
 

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