Crónica de jogo

Dois golos depois, já nenhum portista se lembra do disparate de Jackson

O avançado colombiano “bisou” frente ao Rio Ave depois de desperdiçar uma grande penalidade.

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Jackson Martínez esteve em destaque Fernando Veludo/AFP

Uma má primeira parte do FC Porto ainda deu esperanças ao Rio Ave, mas Vítor Pereira celebrou o 50.º jogo como treinador portista com uma suada, mas importante, vitória por 2-1. Jackson foi o protagonista da partida por bons e maus motivos: começou por falhar uma grande penalidade de forma displicente, mas redimiu-se marcado os dois golos “azuis e brancos”.

Quatro dias depois do intenso confronto com o Málaga, Vítor Pereira teve que remendar a defesa, devido aos castigos de Alex Sandro e Mangala. Sem dois indiscutíveis, Maicon tinha o regresso assegurado, restando duas possibilidades para a restante vaga: Abdoulaye e Quiñones. O escolhido foi o colombiano. No Rio Ave, Nuno Espírito Santo apostou na velocidade de Bebé e Ukra, povoando o meio-campo com jogadores experientes, como Wires, Tarantini e Braga. 
Tal como tinha acontecido frente ao Málaga, o FC Porto cedo se deparou com uma equipa de tracção atrás. No entanto, desta vez, a intensidade dos portistas não era a mesma. Com uma atitude já vista em jogos anteriores do campeonato, jogavam devagar ou devagarinho e foi preciso esperar meia hora para haver emoção.
 
Aos 31’, Felipe Augusto pisou Izmailov na área, o árbitro marcou grande penalidade e Jackson assumiu o protagonismo. Tal como tinha feito na segunda jornada, frente ao V. Guimarães, o colombiano marcou o castigo “à Panenka”, mas saiu-se mal: a bola ainda ia no ar e já Oblak esboçava um sorriso pela oferta.
 
Pouco depois, nova prenda para os vila-condenses: aos 38’, Braga aproveitou uma displicência de Maicon e uma saída precipitada de Helton para inaugurar o marcador. Em meia-dúzia de minutos, o FC Porto cometia dois erros graves.
 
Tal como tinha acontecido no último jogo no Dragão para a Liga, frente ao Olhanense, parecia que os portistas iam chegar ao intervalo em desvantagem, mas na última jogada da primeira parte, um centro de Quiñones foi directo ao braço de Marcelo e Soares Dias assinalou nova grande penalidade. Sem invenções, Jackson não falhou e empatou a partida.
 
Na segunda parte, a atitude dos “dragões” foi bem diferente. Com mais velocidade, começaram a criar perigo para Oblak, que se ia mostrando competente. Mas, aos 77’, o esloveno nada pôde fazer para evitar um golo 100% colombiano: James cruzou e Jackson desviou com classe.
 
Depois do disparate na primeira parte, Jackson garantia os três pontos ao FC Porto. A quem já leva 22 golos em 20 jornadas, tudo se perdoa.