Sporting volta a marcar golos e assim compensa os erros defensivos

Os “leões” não marcavam por três vezes num jogo desde a temporada passada. Com um “onze” recheado de jogadores da equipa B, venceram em Barcelos. Capel marcou em dia de aniversário.

A entrada de Capel foi decisiva
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A entrada de Capel foi decisiva

O Sporting deixou de ser o pior ataque do campeonato. Os “leões” voltaram a marcar três golos num encontro da Liga, o que não acontecia desde a última jornada da temporada passada. E só dessa forma conseguiram sair com um triunfo da deslocação a Barcelos (3-2), num jogo em que voltaram a cometer vários erros defensivos. O golo de Capel, no segundo tempo, deu os três pontos à formação orientada por Jesualdo Ferreira, que assim sobe provisoriamente à oitava posição.

A pouco habitual eficácia ofensiva do Sporting foi a nota positiva da exibição deste sábado à noite, que valeu o regresso da equipa de Alvalade aos triunfos, praticamente um mês depois da última vitória. Mas a defesa remendada, com uma dupla de defesas-centrais constituída por dois jovens, Eric Dier e Tiago Ilori, deu problemas à equipa. O sector mais recuado da formação leonina cometeu dois erros que valeram outros tantos golos ao Gil Vicente. E por outras duas ocasiões podiam ter tido consequências negativas, não fossem a barra e Rui Patrício.

Todavia, a juventude do “onze” apresentado por Jesualdo Ferreira (onde, além da dupla de centrais, havia mais dois homens que começaram a temporada na equipa B, Zezinho e Bruma) não serve de justificação para os problemas sentidos, até porque homens como Miguel Lopes não estiveram bem em termos defensivos. Aliás, foram dois quase adolescentes a dar uma vantagem madrugadora ao Sporting, que a equipa viria a desperdiçar.

Logo no primeiro lance de ataque do encontro, os visitantes chegaram ao golo. Ainda não estava jogado um minuto quando o extremo de 18 anos Bruma, depois de uma boa combinação pelo corredor direito, arrancou em direcção à área do Gil Vicente, passou por quatro adversários, e desviou com o seu pior pé, o esquerdo, para o fundo da baliza. No lance seguinte, Carrillo podia ter ampliado a vantagem, num lance individual pelo flanco esquerdo, mas o remate cruzado do peruano foi defendido por Adriano a dois tempos.

A equipa lisboeta não tardou, porém, a ampliar a vantagem. Estavam jogados 6 minutos quando outro jovem promissor, Tiago Ilori, fez o segundo golo da noite. O defesa, que apenas completa 20 anos na próxima semana, foi à área adversária cabecear com êxito na sequência de um pontapé de canto. A vencer por uma margem confortável, o Sporting tentou controlar o jogo, mas encontrou oposição firme na equipa do Gil Vicente.

A partida estava dividida e, depois de um primeiro aviso, que saiu dos pés de César Peixoto para as mãos de Rui Patrício (12’), o Gil acabaria por reduzir a desvantagem, aos 19 minutos, por intermédio de Hugo Vieira. O avançado emprestado pelo Benfica ao clube onde brilhou na época passada aproveitou a oferta de Tiago Ilori, que perdeu uma bola aparentemente controlada, e arrancou para a baliza contrária, tirando Rinaudo do caminho antes do remate colocado que Patrício não conseguiu defender.

No início da segunda parte, a mesma sequência valeu novo golo dos “galos”. César Peixoto deu o primeiro aviso (49’) num remate à figura do guarda-redes do Sporting, mas no lance seguinte Hugo Vieira voltou a marcar, numa jogada em que toda a defesa leonina falhou. Brito pôde fugir como quis pela esquerda face à fraca oposição de Miguel Lopes e Joãozinho, com um desvio atabalhoado, colocou a bola nos pés do avançado, que bisou na partida.

As coisas pareciam complicar-se para o Sporting, quando o aniversariante Diego Capel, saído do banco para o lugar de Labyad, foi ao relvado desviar de cabeça um centro de Miguel Lopes, pondo novamente a sua equipa em vantagem. Esse golo acabou por ser suficiente para garantir o triunfo aos lisboetas, apesar de os erros defensivos terem continuado. Um novo mau alívio de Joãozinho (73’) permitiu a João Vilela rematar à barra. Em tempo de compensação, Dier perdeu um duelo aéreo e foi Rui Patrício quem teve de segurar o cabeceamento de Halisson e os três pontos.