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António está a correr pelo mundo para ajudar os outros

Com o projecto "Correr Pelo Mundo", o maratonista António já fez 75 quilómetros, angariando cerca de 290 euros para instituições sociais. Toda a gente pode pô-lo a correr e aproveitar para ajudar

Pode parecer confuso à partida, mas não é patranha. António Castanheira Alves está desde Dezembro a correr pelo mundo e já angariou cerca de 290 euros que reverteram a favor de instituições tão diversas quanto a Acreditar, o Cantinho dos Animais de Beja ou a Terra dos Sonhos.

A história é simples. Desde há algum tempo que António acalentava a vontade de viajar pelo mundo. "Circunstâncias" empurraram-no para o desemprego — revelar-se-ia o "momento ideal". Terminava entretanto o mestrado executivo em Psicologia Positiva Aplicada no ISCSP - Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (no CV já estavam a licenciatura em Marketing e o mestrado em Gestão) e desatou a magicar, como contou ao P3 por e-mail. "Sempre que imaginava a viagem, ficava a pensar em como podia usar a viagem para conseguir algo mais para os outros. Ou seja, como podia viajando ajudar os outros?"

Maratonista amador, viu na corrida a resposta "ideal" para conciliar a viagem e a solidariedade, também por ser uma actividade que "movimenta cada vez mais os portugueses". Deu corda aos sapatos (sapatilhas, ténis, à vontade do freguês) e começou a desafiar amigos e conhecidos a patrocinarem uma corrida. Estava dado o tiro de partida para o projecto "Correr pelo Mundo". Quem quiser participar (e ajudar), só tem de escolher a instituição, juntar uma quantia (a solo ou com amigos), doar esse dinheiro à entidade seleccionada (uma questão de "transparência" e "logística") e combinar com António os trâmites da corrida — quantos quilómetros e onde.

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"É certo que são pequenos gestos, mas acredito que com estas pequenas acções podemos ajudar. Importante é que todos possamos colaborar e ajudar quem precisa", realça o maratonista que já correu em Lisboa (como "despedida"), Nova Iorque, Assunção (Paraguai), Puerto Iguazú (Argentina) e Montevideu (Uruguai), onde agora se encontra. Seguem-se Buenos Aires, Patagónia, Chile, Bolívia, Peru, Colômbia e Venezuela. Já lá vão 75 quilómetros.

A viagem tem sido financiada inteiramente por António que também a faz no âmbito do projecto ISCSP - Cidadania, através do qual a instituição pretende "reforçar" a integração da instituição "nas áreas da intervenção social, da ligação à sociedade e da dinamização do activismo cívico". A última corrida poderá acontecer daqui a três ou quatro meses. Só há uma certeza: será em Lisboa e já tem o patrocínio do irmão.