Arménio Carlos defende que a água não é um bem privatizável

Exemplos de outos países revelam que a privatização da água resulta na degradação da qualidade do serviço prestado, defende o secretário-geral da CGTP.

CGTP tem jornada de luta marcada para este sábado
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CGTP tem jornada de luta marcada para este sábado Nuno Ferreira Santos

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, defendeu esta quinta-feira que a água não é privatizável, porque é um bem público. e desafiou a população de Portugal a repudiar “a onda privatizadora” dos serviços públicos.

“A água é um bem público, não é privatizável. Nem a água nem as empresas que prestam esse serviço à população”, disse o sindicalista aos jornalistas no final de um plenário dos trabalhadores do grupo Águas de Portugal.

Arménio Carlos considerou que compete ao Estado prestar o serviço de abastecimento de água e referiu o exemplo de outros países onde se optou por privatizar a água, resultando na degradação da qualidade do serviço prestado e no aumento do seu preço.

“É preciso que a população se levante e diga não a esta onda privatizadora”, disse.

Os trabalhadores das empresas do grupo Águas de Portugal reuniram-se em plenário junto à sede do grupo, em Lisboa, para discutir a situação laboral de cada uma das empresas, queixando-se de violações aos respetivos Acordos de Empresa e Convenções Colectivas.

Arménio Carlos solidarizou-se com a luta destes trabalhadores e criticou o Governo “por pôr em causa a negociação livremente estabelecida”, impondo cortes salariais e no valor do trabalho extraordinário. O plenário serviu também para mobilizar os trabalhadores para participarem na jornada de luta que a CGTP tem marcada para sábado.

“Enquanto este Governo durar não teremos perspectivas de futuro e quanto mais depressa este Governo se for embora, mais perspectivas teremos de futuro, por isso lá estaremos sábado em 24 cidades do país para dizer que vale a pena lutar”, disse o líder da CGTP.

O sindicalista acusou o Governo de se ter tornado no “coveiro do país” e responsabilizou-o “pelo sofrimento, angústia, incerteza e insegurança que afecta a maioria das famílias portuguesas”.

“Ficar em casa é tornarmo-nos cúmplices desta política. Sair à rua é dar contributos para que estas políticas terminem o mais depressa possível e sejam encontradas soluções para o país”, defendeu.

Os trabalhadores do grupo Aguas de Portugal aprovaram uma resolução, que entregaram na sede do grupo, onde rejeitam os cortes salariais e as privatizações e onde exigem a reposição da legalidade.