Zona de comércio livre com EUA pode valer à Europa 0,5% do PIB de riqueza adicional

Acordo anunciado por Barack Obama no discurso sobre o estado da União, na terça-feira, será negociado a partir do Verão e concluído num prazo máximo de dois anos.

Um acordo de comércio livre entre a União Europeia e os Estados Unidos poderá representar um ganho de crescimento económico adicional de 0,5% do PIB para os europeus e de 0,4% para os americanos em 2027, calcula a Comissão Europeia.

Bruxelas espera poder iniciar até ao Verão as negociações formais com Washington sobre os termos do novo acordo comercial e de investimento, e concluí-lo num prazo máximo de dois anos.

Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, reconheceu que as negociações não serão fáceis, "porque se trata do mais importante acordo comercial jamais feito".

"Será difícil, mas acreditamos que é possível, desejável e creio poder dizer que há vontade política dos dois lados para chegar a bom porto", afirmou. Segundo Barroso, "a situação económica, quer na Europa quer nos EUA, torna mais premente a necessidade de encontrar outros factores para o crescimento, nomeadamente no comércio".

A proposta da criação de uma zona de comércio livre foi referida por Barack Obama, na terça-feira, durante o discurso sobre o estado da União.

Com o reforço da parceria económica transatlântica, Barack Obama quer pôr a economia americana a competir de forma mais vigorosa com os mercados asiáticos: “Para aumentar as exportações norte-americanas, apoiar o emprego e nivelar o terreno de jogo com os mercados asiáticos em crescimento, nós [Governo dos EUA] pretendemos concluir um projecto de parceria transatlântica.”

A melhor forma de aumentar a parceria económica entre a União Europeia e os EUA (que já é a maior do mundo) será através da redução da regulação no comércio. Uma das áreas que podem ser alvo de desregulação económica é o sector agrícola norte-americano.