Crónica de jogo

FC Porto entrou em campo com a liderança isolada na mão e saiu sem a saber agarrar

"Dragões" estiveram a perder, conseguiram igualar na segunda parte, mas não foram chegaram à vitória com o Olhanense. Jackson a falhar uma grande penalidade.

Jackson foi o herói e o vilão do FC Porto frente ao Olhanense
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Jackson foi o herói e o vilão do FC Porto frente ao Olhanense Miguel Riopa/AFP

Os jogadores ainda aqueciam, quando neste domingo os adeptos do FC Porto festejaram pela primeira vez. A boa notícia, para os portistas, vinha da Madeira, onde o Benfica acabava de empatar, deixando o FC Porto com via aberta para assumir a liderança isolada. No entanto, o que os adeptos ainda não sabiam, é que essa seria das poucas oportunidades que teriam para festejar.

Longe do nível exibido nas jornadas anteriores, os campeões nacionais imitaram o rival e perderam os primeiros pontos no Dragão. O empate dos portistas frente ao Olhanense (1-1), mantém tudo igual na frente do campeonato.

Em equipa que convence não se mexe, por isso, uma semana depois de o FC Porto realizar a melhor exibição da época em Guimarães, Vítor Pereira repetiu o “onze”. Apesar das ausências de James, Atsu e Defour, o técnico tinha motivos para estar confiante: nas últimas quatro jornadas, o FC Porto tinha marcado 14 golos sem sofrer nenhum. Aos números impressionantes, os portistas aliaram exibições de alto nível que assustavam a concorrência.

A vítima seguinte na lista “azul e branca” chamava-se Olhanense. Manuel Cajuda sabia que ia defrontar uma equipa que “triturava” os adversários, mas adiantou que era uma boa oportunidade para “dar um pouco de asas livres à imaginação”. E o algarvio tinha na manga um truque que custou caro ao FC Porto. Sabedor da apetência ofensiva de Alex Sandro, Cajuda colocou o speedy González Targino bem encostado à direita, e a aposta resultou.

Logo aos 7’, o defesa portista perdeu a bola à entrada da área algarvia e ela foi rapidamente colocada em Targino. Com o turbo ligado, o avançado correu mais de 50 metros, ganhou em velocidade a Mangala e, na cara de Helton, não falhou: 0-1.

Longe do esplendor da jornada anterior, os portistas estavam amorfos e demoraram a reagir. Com um futebol lento, o FC Porto era previsível e o golo “azul e branco” apenas esteve iminente aos 39’, quando Bracali e Maurício evitaram que Jackson fizesse o empate.

Sem grandes alternativas no banco, Vítor Pereira não mexeu ao intervalo, mas o golo dos “dragões” demorou pouco a surgir: aos 55’, na sequência de um canto, Bracali saiu em falso, Varela desviou para o poste e, na recarga, Jackson não perdoou. De regresso ao Dragão, Bracali parecia condenado ao papel de réu, mas o guarda-redes brasileiro redimiu-se do erro.

Sem forças para contra-atacar, o Olhanense já só se limitava a defender. O FC Porto aproveitou para iniciar o assalto à baliza algarvia e, aos 64’, dispôs de uma oportunidade flagrante para chegar à vantagem. Só que Jackson rematou por cima na conversão de uma grande penalidade. Depois, nos 35 minutos que restavam, Bracali esteve intransponível e defendeu tudo o que havia para defender.

Os dois pontos desperdiçados pelo FC Porto castiga uma equipa que entrou em campo com demasiada sobranceria e apenas carregou no acelerador nos minutos finais.     

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