Scotland Yard vai analisar ADN de menina neozelandesa parecida com Maddie

Amostra foi enviada para Londres a pedido das autoridades britânicas. Polícia neozelandesa descarta que criança possa ser Madeleine McCann.

Madeleine McCann desapareceu há quase seis anos no Algarve
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Madeleine McCann desapareceu há quase seis anos no Algarve Reuters

A polícia britânica vai analisar uma amostra de ADN de uma criança neozelandesa parecida com Madeleine McCann, a menina inglesa que desapareceu em 2007 de um apartamento na Praia da Luz, no Algarve.

O pedido para análise da amostra partiu da própria Scotland Yard e destina-se apenas, segundo as autoridades neozelandesas, a confirmar que a menina nada tem a ver com Madeleine McCann, depois de nos últimos anos várias pessoas terem visto uma menina parecida com Maddie na região turística de Queenstown.

“A polícia vai enviar uma amostra de AND às autoridades britânicas para confirmar a identidade de uma criança que tem sido confundida com Madeleine por populares”, confirmou o sargento Kallum Croudis, da polícia neozelandesa, ao jornal Southland Times.

O último destes avistamentos deu-se a 31 de Dezembro de 2012, quando uma vendedora de Queenstown contou às autoridades que uma menina “com o mesmo defeito no olho” de Madeleine McCann entrou na sua loja acompanhada de “um homem moreno”.

“Só uma pequeníssima percentagem de pessoas tem essa marca e eu passei o tempo todo a olhá-la, ao ponto de ter esquecido o que eles compraram”, disse a mulher na altura, citada pela AFP.

Os jornais referem que na sequência do alerta dado por aquela vendedora, as autoridades neozelandesas recolheram voluntariamente uma amostra de ADN da criança, que foi entretanto enviada para a sede da Scotland Yard em Londres. Logo na altura, o também sargento Brian Camerson tratou de desfazer eventuais dúvidas, ao afirmar que a polícia estava “absolutamente satisfeita” por a criança em causa não ser Madeleine.

Ingleses em Portugal

Madeleine McCann desapareceu poucos dias antes de fazer quatro anos, a 3 de Maio de 2007, do quarto onde dormia juntamente com os dois irmãos gémeos, mais novos, num apartamento de um aldeamento turístico na Praia da Luz, no Algarve.

Os pais da menina e um outro cidadão britânico, Robert Murat, chegaram a ser constituídos arguidos pelas autoridades judiciais portuguesas em Julho de 2007, mas o caso seria arquivado um ano depois por falta de provas.

A Scotland Yard mantém uma equipa de 37 pessoas a investigar o caso e têm sido regulares os contactos com as autoridades portuguesas, o último dos quais aconteceu no passado mês de Janeiro. O objectivo das autoridades britânicas é rever toda a investigação do caso em Portugal para que o processo possa eventualmente ser reaberto pelo Ministério Público.