"Quem escolheu Franquelim Alves fui eu e o ministro da Economia", afirma Passos

Primeiro-ministro salienta "idoneidade" e "experiência" do secretário de Estado do Empreendedorismo. E diz que não ouviu ninguém do CDS criticar a escolha.

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Passos Coelho falou pela primeira vez da polémica sobre o secretário de Estado Nelson Garrido

O primeiro-ministro desvaloriza a polémica criada em torno da escolha de Franquelim Alves para secretário de Estado e diz que o convite foi feito por si e pelo ministro da Economia.

"Quem escolheu [Franquelim Alves] não foi o CDS nem o PSD. Fui eu e o ministro da Economia. Espero que esse assunto morra depressa porque não tem qualquer sentido dentro do Governo", respondeu Passos Coelho aos jornalistas, no final de uma visita ao Sistema de Segurança Interna.

Afirmando desconhecer quaisquer declarações do CDS sobre um eventual descontentamento com a nomeação para secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, Passos fez questão de devolver a pergunta aos jornalistas, que o questionaram sobre notícias que dão conta desse desconforto. "Conhece quem foi no CDS que disse isso?", perguntou repetidamente, para depois vincar que o CDS não emitiu nenhum comunicado com tais dúvidas, "nem se demarcou" da escolha.

"O CDS-PP não emitiu nenhum juízo sobre essa matéria. Nenhum. Não se demarcou de coisa nenhuma. Disse uma coisa que é evidente: não foi o CDS que escolheu o dr. Franquelim Alves. Também não foi o PSD quem o escolheu. Isso não é demarcar-se de coisa nenhuma. Isso é a verdade factual", insistiu Passos Coelho.

"Não vou polemizar", afirmou o chefe do Governo, acrescentando que a oposição "conhece Franquelim Alves e já teve oportunidade para o questionar no Parlamento", no âmbito da comissão de inquérito ao caso BPN.

Passos Coelho garantiu estar "muito tranquilo" com a escolha que fez e não ter dúvidas "quer quanto à sua idoneidade quer quanto à sua experiência", afirmando que tem uma "carreira longa e até experiência de Governo, porque já foi secretário de Estado".

Além disso, defendeu o primeiro-ministro, o antigo administrador do BPN "reagiu sempre de forma correcta nos lugares por onde passou. Se há alguma dúvida processual, ela deve ser esclarecida na sede própria."

Passos também recusou que o Governo tenha escondido a passagem de Franquelim Alves pelo BPN no currículo que tornou público, justificando que "toda a gente sabe, o país conhece, os jornalistas conhecem": "Não houve qualquer omissão."