“Monstro das bolachas” rouba emblema de empresa em troca de biscoitos para crianças

Bolacha em ouro foi roubada da empresa Bahlsen. Uma carta assinada por alguém que assumiu a personagem da Rua Sésamo exige entrega de bolachas a hospital pediátrico.

Com a carta foi enviada uma foto onde a bolacha dourada aparece a ser trincada
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Com a carta foi enviada uma foto onde a bolacha dourada aparece a ser trincada Hannoversche Allgemeine

Robin dos bosques? Não. Monstro das Bolachas. É assim que o autor do roubo do emblema em ouro da Bahlsen, uma das maiores empresas da indústria alimentar alemã, se auto-intitula na carta que enviou com um pedido de resgate à companhia para esta poder recuperar o seu símbolo. Na carta, acompanhada por uma fotografia de alguém vestido como a conhecida personagem da série infantil norte-americana Rua Sésamo, é exigido que sejam distribuídas bolachas a crianças internadas num hospital de Hanôver.

Da estrutura com o emblema da Bahlsen, composta pelas estátuas de dois homens que seguram um arco com uma bolacha em ouro no centro, foi roubada a peça chave, com cerca de cem anos e 20 quilos de peso colocada a cinco metros de altura na sede da companhia em Hanôver, norte da Alemanha. O roubo ocorreu na semana passada mas só esta quinta-feira o autor se terá manifestado depois das autoridades alemãs terem iniciado uma investigação.

Numa carta escrita com palavras recortadas e enviada ao jornal Hannoversche Allgemeine e também à Bahlsen, alguém que se apelida como Monstro das Bolachas reclama a autoria da iniciativa: “Tenho a bolacha! E vocês querem-na”. Fica depois a ameaça: se as exigências não forem respondidas o emblema vai ser deitado no caixote do lixo do Óscar, outra personagem da Rua Sésamo. A acompanhar esta frase está uma fotografia onde a bolacha dourada aparece a ser trincada pela personagem azul.

À Bahlsen é pedido que entregue "bolachas de chocolate de leite" a crianças hospitalizadas e que a recompensa oferecida pela empresa em troca de informações sobre o roubo, mil euros, reverta para um abrigo para animais, avança a edição online do Spiegel.

A autenticidade da carta está ainda a ser analisada pela polícia mas o verdadeiro Monstro das Bolachas já ofereceu a sua ajuda através do Twitter para identificar o impostor que usa o seu nome.

O presidente do grupo Bahlsen, Werner Bahlsen, está a acompanhar o caso e afirma que tudo fará para recuperar o símbolo da empresa que exporta bolachas e produtos associados para 80 países, Portugal inclusive. Entretanto, a Bahlsen já fez saber que pretende oferecer os seus produtos a 52 instituições de apoio social.

Björn-Oliver Bönsc, porta-voz do hospital pediátrico de Hanôver, a instituição que o autor do roubo pretende beneficiar, disse ao Hannoversche Allgemeine que a unidade considera que este se trata de um "caso de extorsão” sem sentido, já que a Bahlsen “já fez muito pelo hospital e não precisa de ser chantageada desta forma”.