Certificação electrónica de óbitos

Sistema informático continua em fase experimental em Coimbra e no Baixo Mondego

Diagnosticado o problema da subnotificação dos suicídios em Portugal, todos concordaram que a implementação do sistema de informação dos certificados de óbito (Sico) permitiria perceber, finalmente, quantas pessoas se matam afinal em Portugal em cada ano. Porém, o projecto que deveria ter entrado em funcionamento em todo o país no início deste mês ainda não saiu da fase experimental. "A questão da compatibilização dos sistemas informáticos com as conservatórias atrasou um bocadinho a situação", explica Álvaro Carvalho, da DGS.

O director-geral da Saúde, Francisco George, recusa falar em atrasos. "O sistema vai entrar em funcionamento a nível nacional quando acabar o período experimental. Em Coimbra, está a funcionar com grande normalidade", afiançou George. A experimentação do sistema que visa a certificação electrónica de todos os óbitos ocorridos em território nacional arrancou nos Hospitais da Universidade de Coimbra, a 15 de Novembro. Um mês depois foi alargada ao Agrupamento dos Centros de Saúde do Baixo Mondego.

Ao permitir a desmaterialização dos certificados de óbito, o sistema ajudará a eliminar o estigma que leva a que muitos suicídios não sejam registados como tal, alegadamente por pressão das próprias famílias. Por essa razão, é expectável que as estatísticas resultantes da implementação do novo sistema apontem para um aumento significativo dos casos.

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