Menezes coloca decisão de candidato a Gaia nas mãos do líder do PSD

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O líder do PSD-Gaia, Luís Filipe Menezes, remeteu esta terça-feira para o presidente do partido e “respectivos órgãos nacionais” a escolha do candidato às autárquicas, após a polémica da votação do nome de José Guilherme Aguiar na segunda-feira.

O autarca optou por entregar ao presidente do PSD a decisão, que “deve passar pela escolha de uma personalidade terceira, com notoriedade e prestígio, para assumir essa exigente tarefa”.

“O presidente da comissão política considera que não é desejável perpetuar localmente esta divisão, pelo que coloca desde já o processo nas mãos do presidente do PSD e respectivos órgãos nacionais”, refere Luís Filipe Menezes em comunicado hoje divulgado.

A polémica em torno da escolha do candidato do PSD de Gaia, José Guilherme Aguiar, surgiu na segunda-feira à noite, quando o seu nome foi alvo de um empate em votação na concelhia.

O presidente do PSD-Gaia, Luís Filipe Menezes, alegou direito a voto de qualidade para desempatar a votação secreta do nome daquele candidato.

Luís Filipe Menezes decidiu então que iria “provocar novas eleições”, que chegaram a estar agendadas para a tarde desta terça-feira, acabando por ser adiadas sine die.
No documento, recorda que “nos últimos anos” a maioria indicou a candidatura “largamente consensual” do secretário de Estado da Solidariedade, Marco António Costa, que acabou por optar por ficar no executivo.

“A opção do dr. Marco António de não se candidatar, legítima e de acordo com a sua interpretação do interesse do projecto nacional, provocou, contudo, uma divisão imediata entre militantes e, principalmente, entre dirigentes locais, que redundou no aparecimento de dois militantes candidatos [Firmino Pereira e José Guilherme Aguiar], o que provocou uma divisão da actual maioria praticamente a meio”, refere o comunicado.

O autarca garante que “tudo foi tentado para unir os dois projectos em disputa”, mas “todas as iniciativas de construir a união desejada foram infrutíferas”, e “a votação realizada em comissão política redundou num empate que traduz inequivocamente essa divisão”.

“Face a esse resultado, o presidente da comissão política [Menezes] ainda ponderou a possibilidade de fazer valer um voto de qualidade, o que de acordo com as normas legais é possível após duas votações inconclusivas, como aconteceu, mas tal não seria sensato, nem serviria o intuito de unidade que a todos obriga”, explica.

Nesse sentido, e perante um “quadro, eminentemente político e não jurídico”, o ex-líder do PSD e conselheiro de Estado defende que deve ser o presidente do partido e os órgãos nacionais a avocar a decisão.