Freitas do Amaral diz que regresso aos mercados não é mérito do Governo

O mérito é do Banco Central Europeu e o regresso aos mercados não se reflectirá na melhoria da situação de vida dos portugueses, alega o antigo ministro do PS.

Ex-presidente do CDS diz que o "truque" do défice nos 5% ainda não foi explicado
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Ex-presidente do CDS diz que o "truque" do défice nos 5% ainda não foi explicado Carlos Lopes / Arquivo

Freitas do Amaral disse nesta quinta-feira que o resultado obtido por Portugal no regresso aos mercados é bom para a credibilidade do país, mas não é mérito do Governo.

“Ontem fez-se um grande festejo por Portugal ter regressado aos mercados. É bom para o país porque é o início de uma recuperação da credibilidade do Estado nos mercados financeiros internacionais mas não é mérito deste governo, o mérito é do senhor Mario Draghi”, presidente do Banco Central Europeu. Freitas do Amaral sublinhou que em Agosto passado o presidente do BCE “comprometeu-se a defender o euro fosse como fosse”, declarações que permitiram aos mercados “recuperar a confiança” provocando uma baixa dos juros.

“Eu acho que foi uma boa decisão aproveitar a oportunidade mas isto não tem nada a ver com os méritos do Governo”, reforçou, frisando ainda que “é bom para a credibilidade da República portuguesa mas não se reflectirá em nenhuma melhoria da situação de vida dos portugueses”.

Sobre os dados da execução orçamental de 2012, conhecidos na quarta-feira, Freitas do Amaral considerou que o Governo recorreu a “um truque” com o recurso a receitas extraordinárias da venda da ANA.

“O que está no memorando é que a correcção do défice se faria sem recurso a receitas extraordinárias. Este truque que ainda não foi devidamente sublinhado é que permite cumprir o défice. Se não fosse isso teríamos um défice superior aos cinco por cento que estavam prometidos”, disse o fundador do CDS-PP.

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