António Borges diz que economia está equilibrada e não é preciso mais austeridade

O consultor para as privatizações do Governo diz que a privatização da RTP vai avançar e que o país tem de cortar despesa.

Consultor do Governo mantém confiança na privatização da RTP, apesar de sinais em contrário que partem do executivo
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Consultor do Governo mantém confiança na privatização da RTP, apesar de sinais em contrário que partem do executivo Miguel Manso

O economista e consultor para as privatizações do Governo António Borges afirmou nesta quinta-feira que Portugal já tem “a economia equilibrada” e que não precisa de mais medidas de austeridade. Porém, António Borges aponta para a necessidade de se reduzir o défice do Estado através de um corte na despesa.

“Os nossos compromissos, neste momento, são compromissos quase exclusivamente com a Europa. Nós já temos a economia equilibrada. Em muitos sentidos, já não precisávamos de mais austeridade nenhuma”.

Ao clarificar esta afirmação, António Borges avançou que Portugal não precisa, de facto, de mais austeridade: “[Austeridade] no sentido macroeconómico claro que não, porque já não temos défice externo”.

“É necessário cortar o défice público, é uma coisa totalmente diferente”. E, para conseguir a redução do défice público, o país não precisa de mais austeridade, mas sim de crescimento, defendeu o consultor do Governo para as privatizações.

“O essencial para evitar a bancarrota já desapareceu”, disse ainda o economista à Renascença.

RTP vai avançar

António Borges está confiante em relação aos avanços da privatização da RTP. O PÚBLICO avança nesta quinta-feira que a reestruturação do canal público está em cima da mesa, depois de
Portas e Passos Coelho terem afastado, para já, um modelo de concessão ou privatização da RTP.

Mas António Borges afirmou nesta quinta-feira que a privatização da RTP “vai avançar” no sentido de “passar a gestão para o sector privado”. Este modelo, disse o consultor do Governo à Rádio Renascença, inclui todos os serviços da RTP, designadamente os dois canais e a rádio.

Questionado sobre se via problemas no envolvimento de alguns investidores no processo de privatização da RTP, o consultor do Governo para as privatizações defende que existem “vários interessados na RTP”, alguns dos quais portugueses e “pessoas por quem qualquer pessoa teria o maior respeito”.