CDS: extensão do pagamento de empréstimos é importante para regresso aos mercados

João Almeida considera importante obter melhores condições para Portugal.

João Almeida defendeu que se deve aproveitar as posições do FMI para uma "negociação política" do memorando
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O ex-secretário de Estado João Almeida contava com Jorge Miguéis para organizar as próximas presidenciais. Foto: Enric Vives-Rubio

O porta-voz do CDS considerou esta terça-feira que o pedido de extensão do prazo de pagamento do empréstimo da troika a Portugal é importante para o regresso aos mercados e constitui uma contrapartida ao esforço de cumprimento do país.

“O CDS considera que este é um momento importante, em que Portugal põe em cima da mesa a credibilidade entretanto conquistada, põe em cima da mesa uma execução competente do programa, com seis avaliações positivas e, acima de tudo, o enorme esforço que os portugueses têm feito”, disse João Almeida.

Para o deputado do CDS, o pedido visa “obter melhores condições para algo que [Portugal] conseguiu que estivesse muito próximo, que é o regresso aos mercados”.

O ministro das Finanças português solicitou na segunda-feira ao Eurogrupo a extensão dos prazos de maturidade dos empréstimos a Portugal, de modo a facilitar o regresso aos mercados, afirmando ter a “expectativa fundada” do apoio dos seus parceiros do euro.

A extensão dos prazos é, para João Almeida, um “estímulo ao cumprimento do programa” de pagamento do empréstimo. “Este tipo de estímulo que é pedido é muito relevante porque ajuda Portugal no regresso aos mercados e ajudando Portugal no regresso ao mercado primário permite, naturalmente, melhores condições de financiamento à economia”, sublinhou o porta-voz dos populares.

João Almeida lembrou ainda que essas condições de financiamento da economia “são essenciais para um melhor horizonte de crescimento e também um caminho de recuperação ao nível do emprego, com as consequências que são decisivas para a vida dos portugueses”.