Sondagens dão vitória a Netanyahu, partido de centro-esquerda Yesh Atid surpreende

A coligação liderada por Benjamin Netanyahu obteve 31 deputados, menos 11 do que em 2009.

Benjamin Netanyahu sorridente após votar
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Benjamin Netanyahu sorridente após votar AFP

A viragem à direita que se antecipava nas eleições legislativas em Israel foi travada pela excelente votação do partido Yesh Atid, que foi o segundo mais votado, apesar da coligação de direita liderada pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, ter sido a mais votada.

As primeiras sondagens à boca das urnas indicavam que a coligação entre os partidos Likud e Beiteinu (direita), liderada pelo actual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, foi a força mais votada nas eleições legislativas que hoje decorreram em Israel, mas elegeu apenas 31 deputados, um resultado que ficou abaixo das expectativas.

A grande surpresa das sondagens é o segundo lugar alcançado pelo partido secular de centro-esquerda, Yesh Atid (Há um Futuro), liderado pelo jornalista de televisão Yair Lapid, que obteve 19 deputados. O Partido Trabalhista obteve 17 deputados, mas não foi a segunda força mais votada, ao contrário do que previam as sondagens.

O partido de direita Casa Judaica, liderado por Naftali Bennett, outra das novas figuras política que emergiram nesta campanha eleitoral, conseguiu 12 deputados

As sondagens mostram que a viragem à direita antecipada pelas sondagens não se verificou e que o centro-esquerda saiu reforçado desta votação. De acordo com as primeiras sondagens, a direita tem 61 a 62 votos entre os 120 lugares do Knesset e os partidos de esquerda 58 a 59, um resultado extremamente equilibrado.

A forte participação eleitoral é vista como uma das causas para a recuperação do centro-esquerda, cujo eleitorado terá reagido ao predomínio dos partidos de direita nas sondagens.

O dia ficou marcado por um clima de forte nervosismo entre as hostes do Likud. Benjamin Netanyahu percorreu vários bastiões do partido onde a participação eleitoral estava a ser fraca, temendo que a coligação entre este partido e o Beiteinu, liderado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Avigdor Lieberman, não ultrapassasse os 31 lugares no Knesset, o Parlamento israelita, quando as sondagens apontavam para 32 a deputados.

Nas anteriores eleições, o Likud e o Beiteinu somados tinham conseguido 42 deputados, pelo que este resultado enfraquece o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu. Um porta-voz do Likud já disse, no entanto, que Netanyahu será o próximo primeiro-ministro.

O sistema eleitoral israelita garante um elevado grau de representatividade às forças políticas – a fasquia para eleger um deputado é de apenas 2% dos votos – e o governo será formado necessariamente através de uma coligação.