Adeus Megaupload, olá Mega: chegou a nova aventura de Kim Dotcom

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No lançamento, houve uma reconstituição da detenção de Dotcom NIGEL MARPLE/Reuters

O polémico empresário enfrenta um processo judicial que o pode levar à prisão, mas acabou de lançar um novo serviço

Um ano depois do fim do site de armazenamento e partilha de ficheiros Megaupload, Kim Dotcom revelou a sua nova criação: chama-se Mega e vai "virar este mundo de pernas para o ar".

O empresário/hacker/pedra no sapato do FBI, que faz hoje 39 anos, já tinha anunciado o regresso ao complexo mundo da partilha de ficheiros. A ameaça surgiu no dia 28 de Agosto de 2012, sob a forma de um tweet: "Eles maltrataram o tipo errado. Vou virar este mundo de pernas para o ar. Adeusinho, Echelon. Olá, liberdade."

Na apresentação do Mega (mega.co.nz), Kim Dotcom disse que não iria perder muito tempo com o fim do Megaupload, mas o evento ficou marcado pelo caso - houve até uma reconstituição em palco da sua detenção, em jeito de musical. Ainda assim, o empresário nascido na Alemanha afirmou que foi o fim do Megaupload que o motivou a "criar um serviço de armazenamento privado de última geração": o Mega.

O novo serviço baseia-se numa espécie de ignorância propositada: como os ficheiros são encriptados pelo próprio browser no momento em que são enviados e descarregados, não há forma de saber onde estão nem o que fazer com eles se o utilizador perder a chave especialmente gerada para o efeito. Por outras palavras, o Mega não sabe o que está a ser enviado ou descarregado. Tal como escreve o blogue de tecnologia Gizmodo, a função do Mega "não é tanto proteger os ficheiros dos utilizadores, mas sim proteger-se a ele próprio dos ficheiros dos utilizadores".

Quanto ao facto de estar a enfrentar uma acusação judicial - e de poder vir a ser preso -, Kim não vê nisso nenhum entrave a uma nova aventura: "Não podemos pôr as nossas vidas em suspenso e deixar que eles fiquem com todos os nossos bens, para que não possamos pagar bons advogados. Concluímos que, se nos deixássemos levar, estaríamos a desperdiçar o nosso talento", explicou, em entrevista ao jornal Wall Street Journal.