Juncker não vê obstáculos à nomeação do holandês Dijsselbloem como seu sucessor

No dia da sua última reunião enquanto presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker afirmou estar "aliviado" e que estava convencido de que Jeoren Dijsselbloem será o seu sucessor.

Jeoren Dijsselbloem é ministro das Finanças da Holanda há dois meses e o único candidato a presidente do Eurogrupo
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Jeoren Dijsselbloem é ministro das Finanças da Holanda há dois meses e o único candidato a presidente do Eurogrupo Yves Herman/Reuters

À entrada para a reunião desta segunda-feira do Eurogrupo, o presidente cessante Jean-Claude Juncker afirmou que não espera obstáculos à eleição do holandês Jeoren Dijsselbloem como seu sucessor na liderança do fórum dos ministros das Finanças da Zona Euro.

Juncker, também primeiro-ministro do Luxemburgo, disse não ver “obstáculos que possam dificultar a decisão” de escolher o ministro das Finanças holandês, apenas há dois meses no cargo. Até agora, Dijsselbloem foi o único a candidatar-se formalmente para o cargo depois de ter reunido o apoio alemão e francês e até o apoio do próprio Jean-Claude Juncker.

A reunião desta segunda-feira será a última de Juncker enquanto presidente do Eurogrupo. Ele que ocupa o cargo desde que o encontro foi criado, em 2005. “Sinto um pouco de nostalgia, mas sinto-me aliviado” afirmou Jean-Claude Juncker aos jornalistas, em Bruxelas

Além da designação do novo líder do Eurogrupo, a primeira reunião de 2013 entre os ministros das Finanças dos países do euro deve visitar o funcionamento do mecanismo de compra ilimitada de dívida anunciado por Mario Draghi em Setembro, assim como a possibilidade da Zona Euro dar mais margem de manobra aos países do Sul e da periferia para o investimento.  

O resgate financeiro ao Chipre, inicialmente apontado como uma das principais decisões que se aguardavam deste Eurogrupo, deverá ficar para Março, de acordo com o que é avançado pela imprensa internacional. Atrás deste atraso estarão divergências entre os líderes políticos do Chipre e os membros da troika acerca do branqueamento de capitais russos no país e nas medidas para reduzir o nível de endividamento público.

Sobre Portugal, o Diário Económico avança nesta segunda-feira que serão analisadas novas metas para o processo de consolidação orçamental. De acordo com o jornal, em cima da mesa estão as mesmas alterações de que a Grécia beneficiou no final de 2012 e que o Governo acabaria por rejeitar, nomeadamente a prorrogação do pagamento de juros, o corte nas comissões aos credores e a extensão para o pagamento dos empréstimos.

No entanto, um alto responsável do Eurogrupo terá defendido na semana passada que, no caso de Portugal, será feito apenas um ponto de situação na reunião desta segunda-feira. Para além do mais, avança a Lusa, o mesmo responsável terá dito que os líderes europeus aguardam “com interesse” o desfecho da decisão do Tribunal Constitucional sobre as normas do Orçamento do Estado para 2013 enviadas para fiscalização.