A Ballet Story regressa à casa de partida para encerrar o GuiDance

Proximity, a nova criação da Australian Dance Theatre, e A Ballet Story (na foto), de Victor Hugo Pontes, abrem e encerram, respectivamente, a próxima edição do festival de dança de Guimarães
Foto
Proximity, a nova criação da Australian Dance Theatre, e A Ballet Story (na foto), de Victor Hugo Pontes, abrem e encerram, respectivamente, a próxima edição do festival de dança de Guimarães

Victor Hugo Pontes regressa, no final do próximo mês, ao local onde tudo começou. O espectáculo A Ballet Story, com o qual conquistou o público e a crítica no ano passado, vai encerrar a próxima edição do GuiDance, o festival de dança contemporânea de Guimarães que decorre entre 13 e 23 de Fevereiro. A Australian Dance Theatre, Olga Roriz e Tânia Carvalho são outros dos nomes confirmados.

A Ballet Story estreou-se na edição do ano passado do mesmo festival e regressa agora ao Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor (CCVF) depois do triunfo que foi 2012. "É um risco", assume o director do festival, José Bastos, que defende porém que a reposição é um reconhecimento merecido para Pontes depois de um ano extraordinário. Aquele que foi o melhor espectáculo de dança do ano passado para o Ípsilon será apresentado na versão que tem circulado, com música gravada, uma vez que a Fundação Orquestra Estúdio, que acompanhou a peça na sua estreia, foi entretanto extinta, com o fim da Capital Europeia da Cultura.

O espectáculo será apresentado no dia 23 de Fevereiro, fechando o GuiDance. Já a abertura do festival fica entregue à companhia Australian Dance Theatre, que regressa a Guimarães dois anos depois da primeira actuação, com Proximity. A estrutura australiana será também a responsável pelas masterclasses do festival deste ano.

O GuiDance 2013 mantém, no essencial, o figurino das útimas edições, misturando a nova criação portuguesa com peças de artistas internacionais. A grande novidade é que deixa de ser um festival do CCVF para passar a ser um festival da cidade. Além dos dois auditórios do centro cultural, também as black boxes da fábrica ASA e do Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura (CAAA) vão receber espectáculos.

A programação está encerrada, ainda que faltem ultimar pormenores quanto às datas de alguns espectáculos. Mas é certo que em Guimarães vai estar a coreógrafa japonesa Kaori Ito, que regressa ao GuiDance com Solos, depois de há um ano ter apresentado no mesmo festival Island of No Memories. O festival vai também receber o projecto Altered natives" Say Yes to Another Excess - Twerk, criado pelos coreógrafos franceses Cecilia Bengolea e François Chaignaud, que interpretam a peça com outros três bailarino e dois DJ. Pelo GuiDance vão passar também Tânia Carvalho (estreia nacional de Reverso das Palavras, depois da estreia mundial agendada para 29 deste mês no Centre Chorégraphique National Rillieux-la-Pape, de Lyon ), Olga Roriz (A Cidade) e o Útero Teatro, que fará a sua primeira apresentação em Guimarães desde que a estrutura mudou a sua sede para a cidade. No programa está também incluída a estreia de O peso de uma semente, de Marina Nabais, um espetáculo co-produzido pelo CCVF no âmbito do seu serviço educativo.

O novo ano traz uma programação do CCVF mais centrada no teatro e na dança. No primeiro trimestre do ano há duas criações de Nuno Cardoso para ver em Guimarães - Porto São Bento, a 2 de Fevereiro, e A Visita da Velha Senhora, no dia 30 de Março. No final de Abril, a companhia residente Teatro Oficina estreia também a sua primeira produção após a Capital da Cultura, reunindo quase todo o elenco que se apresentou ao longo de 2012 nas suas produções para um regresso a Shakespeare, com Rei Lear. Na área da dança, o centro cultural estabeleceu um acordo com o coreógrafo Rui Horta, que nos próximos quatro anos vai ser artista associado daquela estrutura, estreando novas criações no GuiDance de 2014 e de 2016.