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PLY&co, mobiliário ecológico para combater o desperdício

O arquitecto Paulo Costa decidiu criar bancos e cadeirões de "design simples", que contrariam a tendência actual de "desperdício de matéria-prima"

Chama-se PLY&co e é a nova linha de mobiliário do atelier de design e arquitectura portuense Peel Living Projects. Inclui bancos e cadeirões “100% ecológicos, facilmente desmontáveis e didácticos”, produzidos a partir de materiais e mão-de-obra nacionais.

Paulo Costa é arquitecto há 15 anos, mas sempre sentiu a necessidade de combater o “desperdício sistemático actual praticado por muitos arquitectos e designers que são cada vez mais escravos da forma”. A solução não tardou em chegar na forma PLY&co, uma linha que “optimiza ao máximo a matéria-prima”, destaca.

Por agora a PLY&co tem bancos Sit’Abit Stool (em tamanho pequeno e grande) e cadeirões Sit’Abool, que podem ser feitos a partir de contraplacado de madeira natural de bétula, "valchromat" ou cortiça, vindos de florestas “ecologicamente sustentáveis” com certificação FSC (Foresty Stewardship Council), que luta por um uso adequado dos recursos naturais. 

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As peças não recorrem a nenhum tipo de cola ou fixação mecânica Fernando Veludo/nFactos

Os acabamentos são feitos com uma cera natural, que garante uma melhor manutenção do objecto a longo prazo, uma vez que protege a cor do mobiliário e evita que sejam riscados.

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A marca pensou na linha Insta Cork, molduras ecológicas feitas em cortiça Fernando Veludo/nFactos

Uma das principais particularidades destas peças é o facto de não recorrerem a nenhum tipo de cola ou fixação mecânica para serem montadas. Assim, a desagregação dos materiais é melhor, sobretudo quando estes forem reciclados e deixarem de ser utilizados. 

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A internacionalização está a começar a ser explorada na Alemanha e nos Estados Unidos Fernando Veludo/nFactos

Mas então qual é o segredo? Está na “magia das ranhuras”, que são feitas com “rigor milimétrico”, permitindo depois uma junção perfeita dos bancos e dos cadeirões, revela ao P3 Paulo Costa. 

“As pessoas têm de controlar os objectos”

Para o arquitecto um dos principais problemas actuais é o comodismo, potenciado pelo “excessivo recurso a tecnologia, que tem retirado quase toda a intervenção do utente quer nos espaços quer nos objectos”.

Por isso, o “design simples e orgânico” foi a escolha número um de Paulo Costa para o mobiliário PLY&co. “As pessoas têm de controlar os objectos e não o contrário”, defende. Nesse sentido, o seu objectivo é fazer com que as pessoas se sintam “confortáveis” e que, acima de tudo, tenham uma “relação fácil com o objecto”.

Uma das novidades recentemente desenvolvidas por Paulo Costa é a linha Insta Cork, molduras ecológicas feitas em cortiça que “pretendem seguir a ideia criativa do Instagram”. 

Actualmente, as peças PLY&co são vendidas apenas em Portugal, mas a internacionalização está a começar a ser explorada na Alemanha e nos Estados Unidos. 

A marca já teve o seu mobiliário exposto nas principais feiras de design europeias, tendo sido seleccionado para a Exposição Remade in Portugal - Selecção de Design Ecológico Nacional de 2012.