Portugal já tem em Ílhavo o seu primeiro Aquário de Bacalhaus

Conhecemo-los de mil e uma maneiras, mas cozinhados. Este domingo, com a inauguração do aquário do Museu Marítimo de Ílhavo, já podemos vê-los vivos.

Há mais 20 bacalhaus em quarentena à espera de entrarem no aquário
Há mais 20 bacalhaus em quarentena à espera de entrarem no aquário Nelson Garrido
Para além da água fria, elementos simulam icebergs, como os que existem no habitat desta espécie
Para além da água fria, elementos simulam icebergs, como os que existem no habitat desta espécie Nelson Garrido
O Museu foi pequeno para acolher todos os interessados em ver o aquário
O Museu foi pequeno para acolher todos os interessados em ver o aquário Nelson Garrido
O circuito expositivo permite várias perspectivas dos novos habitantes do Museu de Ílhavo
O circuito expositivo permite várias perspectivas dos novos habitantes do Museu de Ílhavo Nelson Garrido
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A enchente era a esperada, numa terra que se afirma como a "Capital portuguesa do Bacalhau”. O auditório e o átrio do Museu Marítimo de Ílhavo (MMI) foram pequenos demais para acolher todos aqueles que quiseram assistir neste domingo à festa de inauguração do Aquário de Bacalhaus, a nova aposta do espaço museológico dedicado à cultura do mar.

A meio da tarde, as portas da nova estrutura, cuja construção envolveu um investimento de cerca de 2,8 milhões de euros, 85 por cento dos quais de fundos europeus, abriram-se, finalmente, ao público. No tanque, que tem uma capacidade de 120 metros cúbicos de água, nadam já 40 peixes e, dentro de dois meses, serão 60 no total, pois há mais 20 bacalhaus jovens em quarentena.

“Alguns vieram da Noruega e outros vieram da Islândia”, especificou Ribau Esteves, presidente da câmara de Ílhavo, ao mesmo tempo que referia que “nenhum deles parece norueguês ou islandês, pois adoptaram em absoluto a cidadania e o sorriso dos ilhavenses”. Cidadanias à parte, estes peixes são, agora, as estrelas principais da nova valência do MMI, na certeza de que esta é uma componente expositiva que não será “estática”. “Vamos ter, por exemplo, um espectáculo com o mergulhador a entrar no tanque e a dar de comer aos bacalhaus”, prometeu o autarca.

No sábado, em declarações à Lusa, o presidente da Câmara explicara que o Museu Marítimo de Ílhavo “é já, desde há quatro anos, o museu municipal mais visitado” e tem estado no grupo dos dez museus nacionais e municipais mais visitados do país, [contando] entre os 50 e os 80 mil visitantes por ano. “A nossa aposta é, proximamente, passar a fasquia dos 100 mil visitantes, na certeza de que o aquário vai aumentar muitíssimo a atractividade do Museu”, disse Ribau Esteves, justificando que se trata de um investimento “num dos principais valores da História, da Cultura e da atividade económica” local.

O autarca salientou que Ílhavo continua a ter “uma actividade económica muito importante” na área da pesca: são do Porto de Aveiro os únicos 14 navios de pesca longínqua que Portugal tem e é na indústria transformadora de pescado de Ílhavo que é transformado 80 por cento do bacalhau laborado em Portugal.