João Loureiro quer chegar a “um acordo com os credores” do Boavista

O único candidato à presidência da direcção do clube portuense apresentou o seu programa eleitoral.

João Loureiro já tem programa
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João Loureiro já tem programa Ricardo Castelo/NFactos

Uma das prioridades de João Loureiro como presidente do Boavista é tentar chegar a “um acordo, nas melhores condições possíveis para o clube, com os seus credores”, lê-se no programa de acção para o triénio 2012-2015.

Loureiro lidera a única lista concorrente às eleições da nova direcção “axadrezada”, que estão marcadas para sexta-feira, no Estádio do Bessa, no Porto, das 15h às 19h, e só esta quinta-feira deu a conhecer as “linhas programáticas” que vão nortear a direcção boavisteira sob a sua presidência.

O candidato refere que o Processo Especial de Revitalização (PER) tem de ser gerido “com sucesso, sob pena de ficar em risco a própria sobrevivência da instituição”. Para tal, acrescenta, importa chegar a um “acordo com os credores”, condição necessária para a “realização e promoção de diversos outros objectivos”.

“Será uma tarefa árdua e de resultado neste momento incerto”, adverte João Loureiro, prometendo “tudo” fazer para a alcançar e realçando, uma vez mais, que o momento exige “espírito de entreajuda e união”.

Em Novembro, o clube pediu a sua adesão ao PER no Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia, reconhecendo ter quase 50 credores, aos quais deve 48,3 milhões de euros.

“Atendendo à exigência de tal tarefa, não presidirei à Boavista F.C., Futebol, SAD, que terá uma administração autónoma, e cujos corpos sociais respectivos serão oportunamente designados de acordo com os demais accionistas”, reafirma também João Loureiro.

No seu programa eleitoral, o candidato afirma que quer “promover acções de aproximação e recuperação de associados, designadamente através de campanhas inovadoras”, bem como “intensificar e recuperar as boas relações institucionais do clube com as demais instituições desportivas, municipais, estatais e outras”.

Outras apostas são “uma gestão racionalizada do património e instalações do clube, de modo a diminuir os respectivos custos e potenciar as suas receitas” e, ainda, “promover eventos” no Estádio do Bessa que permitam a sua “maior rentabilização”.

Os problemas financeiros do clube e a necessidade de obter receitas dominam todo o programa com que João Loureiro concorre a estas eleições. Outro exemplo: “Promover parcerias estratégicas, nacionais e/ou internacionais, para a Boavista F.C., Futebol, SAD, que possibilitem meios com vistas ao reequilíbrio económico-financeiro do clube”.

Loureiro propõe o advogado Carlos Mota Cardoso para seu número dois, com o cargo de presidente adjunto e vice-presidente das áreas jurídica e administrativa.

O nome proposto para vice-presidente para as modalidades amadoras é António Marques, que conhece bem o cargo, porque já o ocupou noutras alturas.

João Loureiro presidiu ao Boavista entre 1997 a 2007, tendo saído por sua vontade. Entre os diversos títulos conquistados, realce para o de campeão da primeira divisão na época 2000-2001.

Actualmente, a formação boavisteira disputa a zona norte da II Divisão, na qual ocupa o 15.º posto, com 15 pontos, em 12 jogos realizados.