Greve nos transportes paralisa Grande Lisboa

Trabalhadores da CP, da Refer, da Carris, da STCP, da Rodoviária do Tejo e do Metro Sul paralisam em protesto contra leis do trabalho.

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CP informou que maior parte das ligações será suprimida no dia de Natal José Fernandes/arquivo

Até às 12h, os comboios estiveram "praticamente parados", adiantou à agência Lusa António Medeiros, do Sindicato Nacional dos Maquinistas.

Os trabalhadores contestam as alterações introduzidas pelo Código do Trabalho, que entrou em vigor a 1 de Agosto. As alterações contemplam uma redução de 50% do valor pago pelo trabalho em dia de feriado.

Segundo uma fonte da CP ouvida também pela Lusa, até a essa hora tinham circulado apenas dois comboios de longo curso: um de Lisboa para o Porto e outro de Guimarães para Lisboa.

Os serviços mínimos garantiam apenas um comboio fizesse nesta terça-feira a ligação Lisboa-Porto. E um em cada sentido entre Guimarães e Lisboa. De Lisboa para a Guarda e para Faro, há apenas uma ligação.

Os comboios regionais e urbanos de Lisboa e do Porto estão também a circular apenas com serviços mínimos e, informa a CP no seu site, tanto o serviço regional como o urbano deverão continuar a sofrer perturbações ao longo do dia 26 de Dezembro.

A greve nos transportes públicos estende-se à Carris, à Rodoviária do Tejo e à Metro Sul do Tejo, em Lisboa, e à STCP, no Porto. Também os trabalhadores da Refer e da CP Carga estão em greve desde a véspera de Natal.

Numa nota publicada no site, a Carris informa que as carreiras 703, 728, 729, 736, 742, 755 e 783 estarão a 25 de Dezembro a circular com 50% da oferta normal em horário de feriado. A STCP alerta para a possibilidade de "falhas nas viagens" na véspera e no dia de Natal, sem adiantar que serviços estão assegurados. Já a Rodoviária do Tejo dá conta, no seu site, das carreiras a circular no dia de Natal.

Segundo o Sindicato Nacional dos Maquinistas, a adesão à greve dos trabalhadores do Metro Sul do Tejo foi de 100%. A empresa disse à Lusa que "a circulação está a funcionar a 85%", acrescentando que, ainda assim, a qualidade do serviço não está a ser afectada por a procura ser escassa.

Notícia actualizada às 14h35: acrescentados números da adesão à greve