O mais pequeno radar do mundo

Acabou de ser criado o mais pequeno radar do mundo. É do tamanho de uma unha e pode calcular a distância de um objecto até três metros de distância.

O radar representado pela equipa que o desenvolveu
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O radar representado pela equipa que o desenvolveu ShutterStock

Porque o tamanho às vezes importa, acabou de ser criado o mais pequeno radar do mundo. Mede oito por oito milímetros, mais ou menos o tamanho de uma unha, é capaz de calcular a distância de um objecto até três metros de distância e tem um custo de produção quase tão pequeno como ele. Se for fabricado em larga escala, cada um destes radares poderá custar aproximadamente um euro.

As possíveis aplicações para este pequeno sistema de radar, compactado num “chip” de silício, são mais do que muitas. Para além de poder ser usado para determinar distâncias até três metros, com um erro de menos de um milímetro, ou detectar objectos em movimento e calcular a sua velocidade, o mini-radar poderá ainda ser utilizado nos automóveis, no controlo dos sistemas automáticos das portas, nos telemóveis e até pela indústria da robótica.

Financiado pela Comissão Europeia (CE), o projecto de desenvolvimento do radar teve um orçamento de três milhões de euros e foi coordenado por Christoph Scheytt, do instituto IHP de Frankfurt, na Alemanha. Mas o trabalho não se ficou pela Alemanha. O desenvolvimento e a construção do radar resultaram de uma parceria de nove instituições académicas e industriais da Europa e do Canadá.

“Tanto quanto sei, este sistema de radar completo é o mais pequeno do mundo”, diz Christoph Scheytt, num comunicado da CE. O radar funciona em frequências acima dos 100 GHz e há outros assim: “Mas este tem o mais alto nível de integração alguma vez feito em silício.”

Pelo facto de ser tão pequeno, o radar trouxe alguns problemas aos cientistas. Um deles foi a antena, que devia ser pequena e fina, o que nem sempre é possível, dependendo da frequência que se pretende. “Em áreas tão pequenas, o tamanho importa e muito”, diz Christoph Scheytt. “A maior motivação para usarmos altas frequências em vez das baixas é que estas permitem que as antenas sejam mais pequenas.”

Agora que o aparelho está pronto a funcionar, o lado comercial do projecto está em desenvolvimento. Por exemplo, a Bosh da Alemanha, um dos parceiros do projecto, é uma das empresas que já estão a testar a forma de incorporar o radar nos seus processos industriais.