Governo reconhece que programa de combate ao desemprego jovem está "bastante aquém"

Ministro da Economia justifica os resultados do Impulso Jovem com o facto de o programa só ter entrado em vigor em Junho. Apenas foram apoiados mil jovens.

Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia
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Ministro está a tentar "ultrapassar o problema" da greve dos estivadores com "diálogo social" Daniel Rocha

Álvaro Santos Pereira afirmou nesta quarta-feira que o Governo está avaliar o programa Impulso Jovem e reconheceu que os resultados estão “bastante aquém” do que era esperado pelo executivo.

Ouvido na Comissão de Economia e Obras Públicas, na Assembleia da República, o ministro da Economia respondia às questões levantadas pela oposição sobre o facto de o programa ter até agora apoiado apenas mil jovens, um número significativamente menor do que os 90 mil previstos pelo Governo.

O ministro da Economia justificou o resultado dizendo que o programa está implementado apenas desde Junho, data da aprovação em Conselho de Ministros. O Impulso Jovem prevê uma redução selectiva na Taxa Social Única (TSU) para empresas que contratem a termo jovens desempregados de longa duração. O programa contempla também um estímulo para que as empresas contratem sem termo. 

No que toca às questões levantadas pelo CDS, PCP e Bloco de Esquerda sobre as datas de implementação da rede de combustíveis de baixo custo, o secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, afirmou que o decreto de lei que regula a implementação desta medida será publicado apenas em 2013, depois da saída do Orçamento do Estado em Diário da República.<_o3a_p>

Ainda no campo da nova lei sobre os combustíveis, que entrou como proposta de alteração da maioria parlamentar ao orçamento, Artur Trindade afirmou que “a questão petrolífera” será revisitada no próximo ano, nomeadamente no que toca ao novo enquadramento dos veículos GPL.

Greve dos estivadores<_o3a_p>

Álvaro Santos Pereira fez ainda referência aos efeitos da greve dos estivadores, afirmando que os protesto contra a nova lei do trabalho portuário estão a trazer “um impacto muito grande na economia nacional” e que as sucessivas paralisações dos portos podem “conduzir a uma situação muito dramática em termos de manutenção dos postos de trabalho”. <_o3a_p>

Em relação à postura negocial do Governo com os sindicatos da Frente Comum, Álvaro Santos Pereira afirmou que o executivo está a tentar “ultrapassar o problema” com “diálogo social”.
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