Garcia Pereira diz que processo da manifestação de 14 de Novembro está "cheio de ilegalidades"

Advogado representa dois manifestantes.

Garcia Pereira classificou Luís Marinho, director-geral de Conteúdos, como o emissário político de Miguel Relvas na RTP
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Garcia Pereira já pediu esclarecimentos sobre caso Miguel Manso

O advogado Garcia Pereira considerou, esta segunda-feira, que o processo relativo aos incidentes com a polícia na manifestação de 14 de Novembro, que se encontra em fase de inquirição no Ministério Público, está "cheio de completas ilegalidades".

Garcia Pereira, que representa dois manifestantes convocados para se apresentarem no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa nos próximos dias, disse que "o processo tem situações muito graves".

No entender do advogado, a convocação para apresentação no DIAP através de telefonema assume "grande gravidade", uma vez que a polícia "utiliza, de forma ilegal, sem mandado de um juiz, a triangulação de antenas de telemóvel para localizar pessoas".

Também as fotos que constam do processo em investigação no DIAP, algumas "que não se sabe se são montagens", suscitam a indignação de Garcia Pereira.

"Não se sabe quem tirou as fotos e se foram tiradas abusivamente", explicou o advogado, que, a 23 de Novembro, pediu esclarecimentos ao director nacional da Polícia de Segurança Pública, "dada a gravidade das indiciadas violações de direitos, liberdades e garantias" na carga policial.

Paula Montez, uma das activistas presentes na manifestação junto ao Parlamento, foi uma das manifestantes ouvidas pelo DIAP, por suspeitas de ter atirado pedras à polícia. A activista foi constituída arguida e ficou com a medida de coacção mais baixa (termo de identidade e residência).

Entretanto, Ana Rajado, do Movimento Sem Emprego, confirmou que "um número indeterminado de pessoas está a ser chamado ao DIAP, mas não é possível dizer ao certo quantas são, porque grande parte não quer dizer que vai ser ouvida no Ministério Público".