"O Hobbit" no topo em bilheteira

Ao fim de três dias, O Hobbit faz 64,4 milhões de euros em bilheteira e, em valores globais, bate recorde de 2007 de Eu Sou a Lenda

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O público está a reagir positivamente ao novo formato 3D a 48 imagens por segundo, com as salas em que é exibido a gerarem maior lucro DR

Ao fim de três dias de exibição, de sexta a domingo, O Hobbit: Uma Viagem Inesperada contabiliza 84,8 milhões de dólares (cerca de 64,4 milhões de euros) de bilheteira nos Estados Unidos, o que o torna, em valores globais, a mais lucrativa estreia de Dezembro desde Eu Sou a Lenda, que reunira em 2007, no mesmo período, 77,2 milhões de dólares (58,6 milhões de euros). Nos restantes 55 países em que estreou, onde não se incluem ainda mercados como a China, Rússia ou Austrália, os números ascendem a 138.2 milhões de dólares (105 milhões de euros).

Apesar do bom resultado financeiro, as previsões apontavam ainda mais alto. Quando ajustado à inflação, percebe-se que, afinal, O Hobbit não ultrapassou Eu Sou a Lenda – o filme protagonizado por Will Smith, a valores de hoje, lucraria 85,7 milhões de dólares (65,1 milhões de euros). E os especialistas apontavam para que neste arranque do seu percurso nas salas o filme de Peter Jackson atingisse os 100 milhões de dólares (76 milhões de euros), previsão desvalorizada pelo responsável pela distribuição em território americano da produtora Warner Bros, Dan Fellman. “Estamos muito bem posicionados para um ter um óptimo percurso”, afirmou à Entertainmet Weekly. “[Os números das previsões] nunca estiveram para nós sequer perto disso [dos 100 milhões]”.

As esperanças numa carreira em sala que se aproxime do sucesso da trilogia O Senhor dos Anéis e que faça frente a um orçamento total estimado em 400 milhões de dólares (304,2 milhões de euros) são também alimentadas pela óptima recepção pública que está a ter, não só o filme globalmente (o público inquirido pela empresa de pesquisa de mercado CinemaScore deu-lhe um A, a nota máxima) como o controverso formato de exibição em 3D a 48 imagens por segundo, que está a ser gerador das maiores receitas: 44 mil dólares (34,4 mil euros) por sala contra os 31 mil dólares (23,5 mil euros) da exibição standard.

Curiosidade: nos primeiros três dias em salas americanas, os espectadores de O Hobbit, o primeiro da trilogia que acompanhará o conto infantil fantástico publicado por JRR Tolkien em 1937, dividiram-se entre 57 por cento de homens, 43 por cento de mulheres, sendo que 58 por cento do total de público tinha mais de 25 anos.

Atrás de O Hobbit nas listas de bilheteira americana surgem a animação da Dreamworks A Origem dos Guardiões, Lincoln, o filme que Steven Spielberg dedica Abraham Lincoln, interpretado por Daniel Day Lewis, Skyfall, o último James Bond, e Life of Pi, adaptação, por Ang Lee, do romance de Yann Martel.