Estudantes protestam contra fecho de cantina da Universidade de Lisboa

Três dezenas de estudantes universitários prometem continuar na cantina até que algum representante da reitoria do ISCTE apareça no local.

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O ensino superior português melhorou os seus resultados no mais antigo ranking de universidades do mundo Catarina Oliveira Alves / Arquivo

João Mineiro, da Associação Académica (AA) do ISCTE, assegurou que “a decisão foi tomada nas costas dos estudantes”, já que, “em nenhum momento do processo, a AA foi ouvida”. A representar a Associação Académica da Universidade de Lisboa, José Pereira considerou o fecho da cantina “uma solução errada” e destacou a “política de não negociação do reitor do ISCTE”.

Os estudantes prometem ficar na cantina até o reitor do ISCTE, Luís Reto, se deslocar ao local para ouvir o protesto. Durante a hora de almoço, o chefe de gabinete do reitor da Universidade de Lisboa esteve no local e discutiu a questão com os manifestantes. “Fizemos todos os esforços para envolver os alunos do ISCTE”, afirmou.

O representante do reitor disse que o fecho da cantina “não é um dado absoluto”, mas perante as questões dos manifestantes preferiu destacar o programa de alimentação que "prevê um aumento do número de refeições disponibilizadas aos alunos e que servirá de alternativa ao encerramento da cantina".

Porém, a UL enviou, na última semana, um comunicado aos alunos a certificar o fecho da cantina: “Finalmente, proceder-se-á ao encerramento da cantina da Avenida das Forças Armadas, uma vez que esta é muito pouco utilizada pelos estudantes da UL e de Lisboa.”

Sobre o despedimento das funcionárias da cantina, que pertencem a uma empresa privada, o representante do reitor considerou “essa abordagem" como "uma forma de inclinar a questão” e vincou: “Não é uma questão que esteja em cima da mesa."

Ao protesto juntou-se o deputado do BE Luís Fazenda que sublinhou o “desentendimento” entre as universidades e descreveu o fecho da cantina como uma “punição” que ocorreu porque “uma instituição não quer e a outra não pode”. Na manifestação estiveram também presentes membros do movimento Precários Inflexíveis.