Lance Armstrong lidera lista dos mais "antidesportistas" do ano

Depois de ter perdido os seus sete triunfos na Volta à França, por envolvimento num complexo sistema de "doping", o ciclista texano foi considerado o pior desportista de 2012 pela revista "Sports Illustrated".

Armstrong é alvo de muitas críticas na comunicação social norte-americana
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Armstrong é alvo de muitas críticas na comunicação social norte-americana Franck Fife/AFP

É certamente um “prémio” que Armstrong não terá orgulho em exibir, ao contrário das sete camisolas de vencedor da Volta à França, entre 1999 e 2005, que decoram as paredes da sala de estar da sua casa. Depois de há dez anos, a revista norte-americana Sports Illustrated ter distinguido o ciclista como o desportista com mais “fair-play”, veio agora retratar-se, colocando o texano no topo de uma lista com os 14 antidesportistas de 2012.

“Nestes dias, parece que por cada herói do desporto há um batoteiro. Para cada bom desportista, há um mau”, revela o artigo introdutório desta lista negra do desporto mundial. De seguida, a publicação não poupa o mau exemplo do seu compatriota: “Antigos companheiros seus admitiram que Armstrong não só usava esteróides (para melhorar o seu rendimento), mas também, praticamente, os forçava a fazer o mesmo, embora ele nunca o tivesse admitido.” A revista aproveitou ainda para “revogar” o prémio de “fair-play” de 2002.

Servirá de (fraco) consolo a Armstrong não ser o único ciclista presente nesta ementa, figurando ali também o ciclista britânico de pista Philip Hindes, acusado de ter caído de propósito, nos Jogos Olímpicos de Londres, forçando a corrida a ser reiniciada.

O futebol é um dos desportos visados na lista da Sports Illustrated, com as presenças de Luiz Adriano, avançado brasileiro dos ucranianos do Shakhtar Donetsk (apontou um golo não quando o “fair-paly exigia que entregasse a bola ao adversário), e John Terry, defesa central inglês (por insultos racistas).

Também visado, foi o atleta argelino Taoufik Makhloufi, por ter simulado uma lesão no decorrer dos Jogos Olímpicos de Londres, para não participar na meia-final dos 800m, poupando-se, assim, para a final dos 1500m, que venceria facilmente.
 
 
 

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