Trienal de Arquitectura vai dar bolsas a ideias anticrise

Bolsas para ideias sobre Lisboa, um concurso destinado às universidades, e um prémio a um jovem arquitecto ou estúdio – a Trienal está a aquecer os motores para a sua 3.ª edição, em Setembro de 2013. Já estão abertas as candidaturas.

O Palácio Sinel de Cordes é o alvo desta iniciativa
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O Palácio Sinel de Cordes é o alvo desta iniciativa Daniel Rocha

Procuram-se ideias “anticrise, de índole cívica” para a capital – o apelo é lançado pela Trienal de Arquitectura de Lisboa. Oficialmente, a Trienal, com o tema Close, Closer, só começa a 12 de Setembro de 2013, prolongando-se até 15 de Dezembro, mas tem havido várias iniciativas neste período entre trienais. E agora, com a aproximação do final de 2012, começam a aquecer os motores para aquela que será a 3.ª edição e que terá como curadora a britânica Beatrice Galilee.

O programa de bolsas (as candidaturas devem ser apresentadas até 18 de Fevereiro de 2013) foi baptizado como Crisis Buster e pretende ser, segundo a informação enviada pela Trienal, uma “resposta directa ao impacto social derivado da recessão e ao défice cívico e cultural criado pela crise na Europa”. As bolsas (no máximo de 15) têm um valor entre os 500 e os 2500 euros e pretendem ajudar à reflexão sobre a cidade, quer através de projectos novos, quer dando “apoio e visibilidade a iniciativas locais já existentes”.

Nesta 3.ª edição, a Trienal cria também um prémio, a que chamou Prémio Début Trienal de Lisboa Millennium BCP, e que reconhecerá um jovem arquitecto (menos de 35 anos) ou um estúdio (a média etária também tem que ser abaixo dos 35), nacionais ou internacionais. Quem quiser pode candidatar-se (até 21 de Junho de 2013), mas, a par disso, haverá uma lista de candidatos nomeados por 50 personalidades portuguesas ou internacionais. O prémio é de cinco mil euros, e haverá dez menções honrosas.

Às universidades, é lançado o desafio de pensarem intervenções para o Palácio Sinel de Cordes, a nova sede da Trienal, no Campo de Santa Clara (Feira da Ladra), em Lisboa. O tema é o mesmo da Trienal – Close, Closer – e os trabalhos podem ter formas diversas: “Uma ideia ou um texto, um programa editorial ou uma estação de rádio; uma infra-estrutura para ser exibida a longo prazo ou uma peça para um local específico a utilizar na inauguração”. Haverá uma verba disponível para concretizar o projecto, e a data-limite para as candidaturas é também 18 de Fevereiro.  

Como é habitual, está lançado o convite a projectos que se queiram associar à Trienal, e que se realizem ao mesmo tempo que esta, e que podem ser exposições, conferências ou outros eventos pontuais.

Por fim – e outra novidade – a Trienal anunciou que está a recolher apoios através do crowd funding como forma de financiamento – assim, para além de ideias e projectos, procuram-se também, nestes tempos de crise, “amigos, benfeitores ou patronos”.