Procuradora diz que Renato Seabra matou "por raiva"

Julgamento do jovem que matou Carlos Castro continua na quinta-feira

Ilustração de Jane Rosenberg feita durante o julgamento
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Ilustração de Jane Rosenberg feita durante o julgamento Reuters

Matou "por raiva"? Ou foi um delírio? A procuradora norte-americana encarregue da acusação a Renato Seabra pelo homicídio de Carlos Castro em Nova Iorque defendeu hoje, perante os jurados do caso, que o jovem matou "por raiva" e que "pensou claramente" a fuga.

Na sua alegação final, que foi interrompida ao fim de uma hora e será retomada na quinta-feira, a procuradora Maxine Rosenthal disse ser "fabricada e ridícula" a tese da defesa de que Seabra estivesse em delírio durante o crime, contrapondo que existe um motivo para o crime que "não podia ser mais claro".

"Porque matou Carlos Castro? Porque o dinheiro, as prendas, as viagens, a cultura, a fama, estava tudo a desaparecer num instante", defendeu Rosenthal.

"O motivo foi raiva, frustração, vergonha de ir para casa e enfrentar amigos e família", depois de ter mantido uma relação homossexual com a vítima, que o rejeitou antes do crime, disse. "Talvez esta raiva tenha sido uma reacção excessiva, mas não foi um delírio", adiantou a procuradora.Já o advogado de defesa de Renato Seabra pediu aos jurados que não considerem Seabra responsável pelo crime. Na sua alegação final, que durou três horas e um quarto, o advogado David Touger reconheceu que "é difícil" os jurados chegarem a um veredicto de que Seabra não é responsável, mas procurou tranquilizá-los quanto às consequências. "Determinando que não é responsável por razão de doença ou insuficiência mental não estão a deixar Renato sair em liberdade de qualquer forma, não estão a pô-lo na rua e provavelmente será institucionalizado para o resto da vida", disse Touger.