Vítor Gaspar ocupa 10º do ranking dos ministros das Finanças

Ministro das Finanças português subiu duas posições em relação ao passado e ocupa agora o décimo lugar do ranking. No topo da lista surge o homólogo alemão Wolfgang Schäuble

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Ministro português ficou em 12º lugar em 2011 Foto: Saul Loeb / AFP

O ministro das Finanças português foi ontem considerado o décimo melhor das 19 maiores economias europeias, no ranking anualmente publicado pelo Financial Times.

Na passada quarta-feira, a conhecida publicação inglesa anunciou pela sétima vez a lista que classifica os ministros das Finanças. O português Vítor Gaspar ficou desta feita na décima posição, subindo dois lugares comparativamente ao ano passado.

Para a elaboração da lista, o Financial Times utiliza três classificações específicas: ranking de credibilidade, económico e político. Neste último, foi onde Vítor Gaspar mais se destacou, tendo atingido a terceira posição. Já nos rankings de credibilidade e económico, o português ficou-se pelas 15ª e 18ª posições, respetivamente.

O diário inglês, no seu website, começa por referir-se a Vítor Gaspar como o “tecnocrata sediado em Bruxelas sem experiência política” que em 2011 assumiu a difícil tarefa de liderar a pasta das Finanças portuguesa. Realçando que agora o cenário está ainda pior e que alguns especialistas consideram as metas orçamentais para 2013 irrealistas, o Financial Times refere que, mesmo conseguindo alcançar as metas previstas, Vítor Gaspar terá ainda de “encontrar cortes adicionais de 4 mil milhões de euros na despesa do Estado”.

No topo da lista surge Wolfgang Schäuble, o homólogo alemão que, depois do segundo lugar registado em 2011, fixa-se agora no primeiro lugar da lista. No segundo lugar aparece agora Anders Borg, o ministro das Finanças sueco, que caiu da primeira posição do ano anterior.

O ranking apresenta ainda classificações distintas para os ministros dos países com maior dificuldade em sair da crise europeia, com o irlandês Michael Noonan (5ª posição), o italiano Vittorio Grilli (8ª), o grego Yannis Stournaras (17ª) e o espanhol Luis de Guindos (19ª).