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Megafone

Porque é que precisamos de uma nova geração de consolas

Estamos prestes a entrar num ponto de viragem da indústria dos videojogos. Aproximamo-nos duma nova geração de consolas e a grande questão é por que precisamos dela?

Habitualmente, uma geração dura em média seis anos, e visto que a actual começou em 2005, estamos na perfeita altura para uma mudança. A própria líder do mercado (Wii) comemorou este ano, o seu sexto aniversário no mercado, sendo igualmente o sistema que mostra sinais mais evidentes de envelhecimento tecnológico. Não é por isso de estranhar que a Nintendo vai estrear o seu novo sistema (Wii-U) a tempo desta época natalícia.

Esta nova mudança é fundamental por várias razões. Não só porque existe uma necessidade de introduzir novos Games Engines e mecânicas que podem mudar paradigmas nos videojogos, mas também, para não desmotivar o público, que pode ficar saturado de ver produtos demasiado semelhantes no mercado.

Uma boa lição de história aconteceu no inicio da década de 80 nos EUA, quando a segunda geração de consolas estava a atingir o seu pico. A Atari, a Mattel ou a Coleco, estavam demasiado confiantes nos seus sistemas, e nenhuma queria dar o próximo passo. O resultado foi uma saturação no mercado de produtos excessivamente parecidos ou cada vez menos excitantes. O público desinteressou-se em massa, e em 1983/4 o mercado nos EUA implodiu-se sobre si próprio e eventualmente, quase todas as empresas saíram de cena com processos de falência.

Ansiamos sempre pelas novidades

Somente com o aparecimento da terceira geração e a NES da Nintendo em 1985, é que o mercado voltou a empolgar-se, precisamente, porque a mudança tecnológica, as novas possibilidades e o estatuto de novidade, entusiasmou novamente o público para voltar a investir nos videojogos.

Se a indústria não deseja cometer os erros do passado, é necessária esta nova geração. Talvez a XBOX 360 e a PS3 não mostrem sinais claros de envelhecimento, tal como a Wii vem demonstrado, mas, o risco de continuarmos a ter a mesma tecnologia disponível, é que os maiores representantes da indústria apresentem produtos sempre (demasiado) idênticos, ou que as mudanças sejam subtis, e não entusiasmem devidamente o público. Afinal, o nível de exploração desta geração já praticamente atingiu o seu cume.

Quando finalmente a Wii-U aparecer no mercado, certamente vai criar uma bolha de exaltação a sua volta e das novas possibilidades na próxima geração. Evidentemente, tanto a Microsoft como a Sony estarão atentas às reacções do público, prontas a adaptarem os seus futuros sistemas aos novos paradigmas.

Se precisamos duma nova geração? Sim. Porque no fundo, nós público, ansiamos sempre pelas novidades ou avanços na indústria, e este novo advento tecnológico vai ser certamente muito bem-vindo e atraente.

Cá estaremos para ver o que o futuro nos reserva.