PIB português cai 3,4% e agrava queda desde início da crise

INE divulga maior queda anual do PIB desde o início da recessão
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INE divulga maior queda anual do PIB desde o início da recessão Foto: Daniel Rocha/PÚBLICO

O Produto Interno Bruto (PIB) português caiu 3,4% no terceiro trimestre de 2012 em relação ao mesmo período do ano passado. É a maior quebra homóloga desde o início da recessão na economia portuguesa.

Nos meses de Julho, Agosto e Setembro a recessão agravou-se ainda mais, superando a quebra homóloga de 3,2% que se tinha registado no segundo trimestre deste ano e que já era a maior desde o início da crise.

A economia portuguesa entra assim no oitavo trimestre consecutivo de recessão, de acordo com os resultados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que não apresentam ainda os dados sectoriais.

Em relação ao trimestre anterior, a quebra do PIB foi menos acentuada, situando-se nos 0,8%. Um agravamento menor do que o registado no segundo trimestre de 2012, durante o qual se registou um recuo de 1,1% face aos primeiros três meses do ano.

A quebra do PIB em relação aos meses de Abril, Maio e Junho foi de 0,8%,menos acentuada, ainda assim, do que a registada no trimestre anterior em relação aos primeiros três meses do ano – 1,1%.

Queda trimestral deve agravar-se até ao fim do ano

A contracção da economia portuguesa no terceiro trimestre vem na ordem do que era esperado pelo Departamento de Estudos Económicos e Financeiros do BPI, afirmou ao PÚBLICO a subdirectora do departamento, Paula Carvalho.

Segundo a responsável, a menor queda do PIB na Taxa de Variação em Cadeia - isto é, em comparação com a queda entre trimestres - terá sido o resultado de uma menor queda no consumo interno e a novos investimentos.

Mas, de acordo com Paula Carvalho, a desaceleração da queda do PIB em relação ao último trimestre não mostra “uma mudança de tendência”. Segundo as previsões do Departamento de Estudos Económicos do BPI, a queda do consumo interno deve sofrer um agravamento antes do final do ano, "sobretudo por parte das famílias”.

Notícia actualizada às 11h09 e às 16h11

Acrescentadas declarações de analista.