Liga dos Campeões

Sp. Braga teve nova oportunidade para ganhar ao United, mas voltou a ter lucro zero

O Sporting de Braga esteve bem mais perto do que o resultado indica de acrescentar um adversário poderoso à sua lista de vítimas europeias, mas pagou caro as falhas defensivas e as desconcentrações cometidas na parte final do encontro. O Manchester United marcou nas três verdadeiras oportunidades de que dispôs, ganhou em Braga por 1-3 e apurou-se prematuramente para os “oitavos”.

A equipa portuguesa, pelo contrário, caiu para o último lugar do Grupo H, mas está ainda bem dentro da corrida, até porque o resultado do outro jogo, vencido pelo Galatasaray, correu a seu favor. Os homens de José Peseiro têm menos um ponto do que o clube turco e do que o Cluj.

No Estádio Municipal de Braga repetiu-se o que se passou em Old Trafford há duas semanas: o Braga começou melhor e adiantou-se por Alan — que daqui a uns anos poderá contar aos netos que numa época marcou três vezes aos red devils —, mas o United terminou por cima e deu a volta ao marcador. Os “minhotos”, apesar de desta vez não terem tido vantagem de dois golos, estiveram provavelmente até mais perto de vencer o jogo do que em Inglaterra. Mas serem melhores durante os primeiros 70/75 minutos não chegou.

O Sp. Braga controlou durante muito tempo as operações frente a um adversário quase apurado e que apareceu em campo com várias alterações — incluindo o primeiro jogo da época para o recuperado Chris Smalling. E o resumo das oportunidades ajuda a contar a história do encontro. Éder, lançado pelo activo Ruben Micael, não estava verdadeiramente enquadrado aos 6’ e rematou mal. Depois, foi o madeirense a rematar para fora, algo que repetiu aos 21’. Esse lance precedeu a oportunidade mais clara até o marcador começar a funcionar na segunda metade: Viana cruzou e Éder movimentou-se bem antes de rematar de cabeça ao poste da baliza defendida por De Gea.

Quanto à formação de Alex Ferguson, reservou-se mesmo para os últimos minutos. Pouco depois do recomeço, o árbitro Felix Brych considerou que Jonny Evans cometeu grande penalidade sobre Custódio e Alan não perdoou. O jogo esteve interrompido depois alguns minutos devido a uma falha da iluminação do estádio, mas foi o Braga que voltou a criar perigo quando a acção voltou ao relvado: De Gea defendeu o livre de Nuno André Coelho e a recarga de Micael. Após esses lances, Ferguson lançou Van Persie para a última meia hora e foi o melhor marcador dos ingleses esta época a fazer o empate num lance com culpa para Beto.

O guarda-redes percebeu que a sua saída foi precipitada, tentou corrigir a posição, mas o holandês não perdoou. O golo dos visitantes surgiu aos 80’, no seu primeiro lance de perigo. Neste momento, o empate, resultado que o Sp. Braga nunca teve na fase de grupos da Liga dos Campeões, não parecia um mau desfecho, mas até ao final o Braga viveu um pesadelo. O árbitro entendeu que Coelho fez penálti sobre Rooney, que o próprio inglês, esta quarta-feira mais médio do que avançado, concretizou. Giggs, que tem sozinho mais jogos na fase de grupos e a eliminar da Liga dos Campeões do que todos os atletas do Braga juntos, esteve na origem dos dois golos. E depois Chicharito, nos descontos, castigou ainda mais o Braga.

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