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“Um clube tem altos e baixos. Drama é não ter que comer”, diz Godinho Lopes

“Esta é uma mudança a favor do Sporting", diz Godinho Lopes
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“Esta é uma mudança a favor do Sporting", diz Godinho Lopes Foto: Pedro Cunha

O momento da equipa do Sporting não é brilhante, longe disso, mas Godinho Lopes recusa entrar em dramatismos. “Não estou a procurar desdramatizar, mas gosto de relativizar as coisas. Drama é não ter que comer, não ter emprego, morrer em acidentes. Um clube tem altos e baixos. Não venho chorar mágoas do passado, mas estou a criar projecto sustentável. Aos adeptos prometo trabalho sério para garantir no futuro o sucesso que procuramos”, sublinhou o presidente dos “leões” na apresentação do novo treinador da equipa.

“Projectos sustentáveis não se criam resolvendo problemas à pressa. Queremos criar condições para que o Sporting possa crescer”, começou por afirmar o dirigente. “Desde a saída de Sá Pinto fomos ouvindo falar da necessidade absoluta, como se fosse a salvação, da chegada do treinador do Sporting. Mas entendi que o assunto mereceria uma reflexão mais atenda”, acrescentou Godinho Lopes, justificando a demora na apresentação do novo treinador dos “leões”.

“Começámos por fazer uma alteração profunda na estrutura da SAD, para criar condições de organização, de aposta clara na formação, sustentáveis para o futuro”, prosseguiu o presidente do Sporting, pedindo aos adeptos que acreditem no trabalho que está a ser feito: “Esta é uma mudança a favor do Sporting e que vai permitir criar condições para que o Sporting volte aos lugares da ribalta que merece.”

Godinho Lopes disse ainda que a escolha de Franky Vercauteren é “inteiramente” sua. “Todas as escolhas que foram feitas são de minha responsabilidade. Eu represento o Sporting, e são escolhas do Sporting”, vincou o dirigente.

Sobre a contestação de que foi alvo no final da partida de segunda-feira com a Académica (0-0), Godinho Lopes confessou estar “atento”: “Fui eleito para um mandato de três anos e estou aqui para cumpri-lo. Estamos a fazer um trabalho sustentável, mas os adeptos têm legitimidade para dizerem aquilo que pensam”.

Notícia corrigida às 17h27 de 31 de Outubro